AgroTimes

Crédito rural: linhas do Plano Safra estão suspensas, com R$ 24,7 bi congelados

05 abr 2022, 9:15 - atualizado em 05 abr 2022, 10:20
Plano Safra
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social informou que prorrogou a suspensão, mas a medida abrange outras instituições financeiras que operam linhas do Plano Safra (Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) prorrogou até 15 de abril a suspensão de linhas do Plano Safra 2021/22 cuja contratação foi congelada no início de fevereiro por falta de recursos para a equalização das taxas de juros, apurou a reportagem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os recursos bloqueados somam aproximadamente R$ 24,7 bilhões e referem-se a linhas de investimento do Pronaf (programa focado na agricultura familiar), para custeio e investimentos do Pronamp (voltado a produtores de médio porte) e destinadas a grandes produtores.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou na última sexta-feira (1º) que prorrogou a suspensão, mas a medida abrange outras instituições financeiras que operam linhas do Plano.

A decisão, informada pela STN em ofício dirigido aos bancos, se deve à não aprovação, até o momento, do Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) 1/2022 que prevê suplementação de R$ 868,5 milhões para equalização de taxas do Plano Safra atual.

No dia 29 de março, a Comissão Mista de Orçamento do Congresso (CMO) aprovou o projeto, que abre um crédito adicional total de R$ 2,572 bilhões, incluindo recursos para pagamento de despesas com pessoal, mas o texto ainda precisa ser votado no plenário do Congresso e, depois, sancionado pela Presidência da República. Caso não haja aprovação do texto até 15 de abril, a suspensão de novos pedidos de crédito poderá ser mais uma vez prorrogada, apurou a reportagem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quando foi anunciado o congelamento, no começo de fevereiro, faltavam ser desembolsados R$ 27,5 bilhões da safra 2021/22 de linhas com taxas equalizadas, ou 30% de um total de R$ 90,8 bilhões, conforme o Ministério da Agricultura.

Posteriormente, em 22 de fevereiro, a Secretaria Especial do Tesouro e Orçamento publicou a Portaria nº 1.666 autorizando a liberação de R$ 791,481 milhões para subvenção econômica de linhas de custeio do Pronaf, que permitiu reabrir a contratação de financiamentos de cerca de R$ 2,8 bilhões. Faltam agora os R$ 868,5 milhões necessários para desbloquear os mais de R$ 24 bilhões restantes.

O déficit para a subvenção das taxas do Plano Safra, tanto do atual quanto de linhas de longo prazo contratadas em anos anteriores e que continuam precisando de equalização do Tesouro, decorreu da alta acentuada da taxa básica de juros, a Selic, no último ano. De 2,75% ao ano em março de 2021, subiu para 10,75% no início de fevereiro – hoje está em 11,75%. Com isso, aumentou o montante necessário ao Tesouro para pagar a diferença entre a taxa cobrada de produtores nas linhas e a remuneração demandada pelas instituições financeiras.

Para o segundo semestre do ano, que corresponderá ao primeiro semestre do ano-safra 2022/23, o governo estima que precisará de outros R$ 819 milhões para equalização de taxas de juros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Quer ficar por dentro de tudo que acontece no mercado agro?

Editoria do Money Times traz tudo o que é mais importante para o setor de forma 100% gratuita

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar