Crescimento global menor e juros no radar: O que esperar dos mercados em 2026?
No primeiro Giro do Mercado do ano, o jornalista Renan Sousa recebe Bruno Perri, estrategista da Fórum Investimentos, para comentar quais são as perspectivas para o mercado em 2026.
O Ibovespa (IBOV) começou o dia em alta, mas virou para uma leve queda no início desta tarde, sendo negociado na casa dos nos 161 mil pontos nesta sexta-feira (2). Já o dólar à vista era negociado próximo da estabilidade nos R$ 5,48.
Entre os destaques negativos do principal índice da bolsa brasileira hoje, ficaram os frigoríficos Minerva Foods (BEEF3) e a MBRF (MBRF3), em resposta às medidas de taxação das exportações brasileiras para a China.
Já no lado positivo das negociações, a SLC Agrícola (SLCE3) avança 3% após anunciar um aumento de capital valor de R$ 914,2 milhões na última terça-feira (30).
Para o especialista da Fórum Investimentos, hoje o dia iniciou com uma melhora no apetite ao risco. “Hoje o setor bancário e as empresas mais cíclicas, mais sensíveis a juros e às perspectivas de crescimento performam bem no dia de hoje”.
Sobre 2026, Perri ressaltou os diversos acontecimentos previstos para o ano. “O ambiente de crescimento global vai ser menor e o mesmo se repete no Brasil. Nossa expectativa é que um corte de juros aconteça em março”, afirmou.
O ouro e a prata também iniciaram 2026 em alta, dando sequência a um rali do fim do ano passado, estendendo os ganhos dos metais preciosos
Logo na abertura do ano, o ouro voltou a se aproximar de níveis recordes, refletindo expectativas favoráveis para o cenário macroeconômico global.
Ainda no campo dos destaques do dia, a Natura (NATU3) vendeu sua participação na Avon International. A operação será diferente do convencional, pois no fato relevante, a Natura reiterou o compromisso de oferecer uma linha de crédito garantida de até US$ 25 milhões para a operação, com prazo de vencimento de cinco anos a partir do primeiro uso.