Cruzeiro do Sul (CSED3) tem lucro de R$ 100,7 milhões no 2T26, alta de 60,6%
A Cruzeiro do Sul (CSED3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 100,7 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), alta de 60,6% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo a companhia, o desempenho foi impulsionado pelo avanço dos cursos de medicina e da área de saúde no segmento presencial, além da maior representatividade do modelo semipresencial no digital.
No primeiro semestre de 2026, o lucro líquido ajustado somou R$ 163,4 milhões, crescimento de 9% na comparação anual.
Entre abril e junho, o Ebitda ajustado comparável alcançou R$ 231,7 milhões, avanço de 15,1% ante o 2T25. A margem Ebitda ajustada comparável ficou em 29,7%, aumento de 1,78 ponto percentual em um ano.
No acumulado do ano, o Ebitda ajustado comparável chegou a R$ 483,1 milhões, alta de 6,7% sobre o primeiro semestre de 2025.
A receita líquida da Cruzeiro do Sul totalizou R$ 780,3 milhões no segundo trimestre, crescimento de 8,2% na comparação anual. Nos seis primeiros meses de 2026, a receita líquida somou R$ 1,48 bilhão, alta de 6,4% ante o mesmo período do ano passado.
Base de alunos
Ao final de junho, a companhia contava com 554 mil estudantes matriculados, queda de 5,4% em relação ao mesmo período de 2025.
A redução foi atribuída principalmente à diminuição da base de alunos no segmento digital, em meio aos ajustes provocados pelo novo marco regulatório. Segundo a empresa, parte desse impacto foi compensada pela recomposição das matrículas no modelo semipresencial.
“Queremos ganhar share. Mesmo em um mercado que pode arrefecer um pouco após as mudanças regulatórias, continuamos crescendo porque acreditamos que temos condições de oferecer uma melhor qualidade e professores qualificados. Estamos nos preparando para competir nesse novo cenário e continuar entregando uma boa experiência para o aluno”, disse ao Broadcast o diretor-presidente da companhia, Renato Padovese.
Geração de caixa e dívida
A geração de caixa operacional da Cruzeiro do Sul foi de R$ 179 milhões no 2T26, alta de 39,8% em relação ao mesmo trimestre de 2025. O avanço contribuiu para a redução do endividamento da companhia.
Ao final de junho, a dívida líquida financeira ajustada era de R$ 523,2 milhões, queda de 22,2% na comparação anual.
Já o resultado financeiro ficou negativo em R$ 29,3 milhões no segundo trimestre, uma melhora de 35,2% em relação ao resultado registrado um ano antes.