Juros Futuros

Curva de juros precifica corte de 0,50 ponto percentual na Selic em março e taxas de DIs caem

29 jan 2026, 11:39 - atualizado em 29 jan 2026, 11:55
selic iof economia juros IPCA
(Imagem: Shutterstock)

A curva de juros futuros brasileira mantém trajetória de queda nesta quinta-feira (29), pela sexta sessão consecutiva. Além do movimento de rotação global, que tem enfraquecido o dólar ante o real, o mercado precifica o início do afrouxamento monetário no Brasil após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As taxas de Depósitos Interfinanceiros (DIs) caem até 10 ponto-base nos vértices de curtíssimo e curto prazo com o aumento das apostas do mercado de um corte de 0,50 ponto percentual na Selic, na próxima decisão de política monetária, em março.

Por volta de 11h (horário de Brasília), a taxa de DI para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, operava a 13,480%, uma queda de 3 pontos-base sobre o ajuste de 13,515% da sessão anterior. Já a taxa de DI para janeiro de 2028 operava a 12,695% ante 12,780% do fechamento anterior, uma queda de 9 pontos-base.

No médio e longo prazos, a diferença é menor: a taxa de DI para janeiro de 2035, longo prazo, marcava 13,30% ante 13,31% do fechamento anterior.

Mais cedo, a curva precificava 82% de probabilidade de corte de 50 pontos-base da Selic em março, contra 18% de chance de redução de apenas 25 pontos-base.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ontem (29), antes do Copom, a precificação girava em torno de 60% e 40%, respectivamente, com os investidores já enxergando chances maiores de um corte de 50 pontos-base em função da queda firme do dólar, para perto de R$ 5,20.

Corte dos juros em março

Na véspera, o Copom decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano, no maior nível da taxa básica de juros desde meados de 2006Essa foi a quinta manutenção consecutiva e em linha com o esperado pelo mercado. A decisão foi unânime. 

No comunicado, os diretores mantiveram a avaliação de que o cenário internacional se mantém incerto, com destaque para a política econômica dos Estados Unidos e reiterou que a conjuntura atual exige “cautela” por parte dos países emergentes em um ambiente marcado por tensão geopolítica.

No cenário doméstico, o Banco Central ressaltou que o conjunto dos indicadores de atividade econômica segue apresentando, conforme esperado, trajetória de moderação no crescimento da atividade econômica, enquanto o mercado de trabalho ainda mostra sinais de resiliência.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Também considerou que as expectativas de inflação seguem desancoradas.

Dessa vez, porém, o Copom sinalizou um possível corte nos juros em março. “O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta.”

O colegiado destacou que a magnitude e o ritmo de cortes dependerão da “evolução de fatores que permitam maior confiança no atingimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a condução da política monetária”.

A sinalização de um início de afrouxamento monetário refletiu no aumento das apostas de um corte de 0,50 ponto percentual, levando a Selic para 14,50% em março.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Embora tenha preservado um tom cauteloso quanto ao ritmo — o movimento inicial pode ser de 25 pontos-base, e não de 50 —, a mensagem foi bem recebida pelo mercado”, afirmou o analista da Empiricus Research, Matheus Spiess. “No fim das contas, o mais relevante é a confirmação de que o ciclo de afrouxamento monetário está prestes a começar.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar