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CVC (CVCB3) nega proposta para eventual oferta pública de aquisição; controladora da Decolar surge como interessada

04 maio 2026, 8:16 - atualizado em 04 maio 2026, 8:16
CVC
(Imagem: iStock/Leila Melhado)

A agência de viagens CVC (CVCB3) afirmou ao mercado, na tarde de domingo (3), que não recebeu qualquer comunicação ou proposta para uma eventual oferta pública de suas ações.

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O fato relevante, divulgado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), veio após o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, noticiar que a Desapegar.com, controladora da Decolar, está preparando uma oferta pública de aquisição (OPA) pelo controle da CVC.

Segundo as informações do jornal, o movimento tem como intuito consolidar a Desapegar como o principal nome de turismo na América Latina. O valor da proposta, segundo o jornal, deve superar os R$ 3,30 por ação, estabelecidos em aumento de capital realizado em 2023.

A CVC afirma está constantemente analisando oportunidades que possam favorecê-la e a seus acionistas, mas que não há uma oferta no radar até então.

Aperto financeiro

Em março deste ano, a CVC apresentou prejuízo líquido ajustado de R$ 3,6 milhões referente ao quarto trimestre de 2025, redução em relação ao prejuízo de R$ 12,8 milhões no mesmo período de 2024. O período foi marcado por melhora operacional, mas ainda pressionado pelo resultado financeiro.

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A melhora da última linha foi sustentada principalmente pelo avanço do Ebitda (Lucros antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês), mesmo em um cenário de leve retração de receita e pressão no take rate.

A receita líquida somou R$ 362,1 milhões no 4T25, queda de 1,2% na base anual.

O desempenho reflete uma dinâmica clara de mix. No Brasil, o crescimento seguiu puxado pelo B2B, com destaque para Rextur Advance e Visual Turismo, que continuam ganhando escala no corporativo. Já o B2C teve evolução mais moderada, em um ambiente de consumo ainda mais desafiador.

A companhia deve divulgar os números do primeiro trimestre de 2026 no dia 13 de maio.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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