Cultura

Da Sapucaí às ruas: os melhores carnavais que colocam um país inteiro em festa

14 fev 2026, 9:09 - atualizado em 13 fev 2026, 13:49
Carnaval na Sapucaí. (Imagem: Tomaz Silva/Agência Brasil)

A Sapucaí virou cartão-postal do Carnaval brasileiro, mas está longe de contar essa história sozinha. Fora da avenida, a festa ganha corpo e se reinventa de diversas maneiras. Pelo país, blocos, trios elétricos e festas de rua transformam o feriado em um parêntese na rotina — quando compromissos e agendas ficam em pausa até a Quarta-feira de Cinzas.

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Segundo estimativa do Ministério do Turismo, mais de 53 milhões de pessoas devem ir às ruas em todos os estados do país, o equivalente a cerca de um quarto da população brasileira.

A seguir, um panorama das principais festas que ajudam a abrigar essa multidão.

Rio de Janeiro: da Sapucaí aos megablocos

O Rio de Janeiro (RJ) abriga as principais escolas de samba do país. Na Marquês de Sapucaí, o foco está nos desfiles das 12 escolas do Grupo Especial, em três noites de samba-enredo, carros alegóricos e fantasias.

Fora do sambódromo, a cidade maravilhosa também se consolida como um dos maiores carnavais de rua do país. Centenas de blocos ocupam diferentes bairros, incluindo megablocos comandados por nomes como Anitta, Ludmilla e Monobloco.

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Ainda em terras fluminenses, Paraty (RJ) festeja o carnaval como antigamente, com bonecos gigantes de papel machê, mascarados e marchinhas que agitam adultos e crianças em meio ao centro histórico colonial.

São Paulo: blocos de carnaval para todos os gostos

Em São Paulo (SP), o destaque é a diversidade. Neste ano, a capital paulista terá cerca de 630 blocos distribuídos por todas as suas zonas da cidade.

Entre os mais aguardados estão o Tarado Ni Você, dedicado ao repertório de Caetano Veloso; o MinhoQueens, com muito glitter da cena LGBTQIA+ paulistana; e o Acadêmicos da Baixa Augusta, que mistura samba e marchinhas com o pop e rock.

No interior do estado, São Luiz do Paraitinga (SP) mantém um autêntico carnaval de marchinhas, com cinco dias de festas que resgatam músicas, fantasias e tradições.

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Bloco MinhoQueens – Imagem: Reprodução/Prefeitura de São Paulo

Minas Gerais: de carnaval discreto a protagonista nacional

O Carnaval de Belo Horizonte saiu de uma posição discreta e impressiona pelo seu crescimento recente.

Em pouco mais de uma década, a cidade saiu de cerca de 70 blocos, em 2013, para mais de 500 blocos em 2025, reunindo aproximadamente 6 milhões de foliões e entrando definitivamente no grupo dos maiores carnavais do Brasil.

Ainda em Minas, Diamantina (MG) transforma as ladeiras do seu centro histórico, patrimônio mundial, em uma grande festa com blocos e shows. Entre as atrações deste ano está o mineiríssimo Samuel Rosa.

Carnaval de Diamantina – Imagem: Reprodução/Prefeitura de Diamantina

Nordeste: axé, frevo e identidade cultural

Se tem Carnaval, tem axé em Salvador (BA). Na capital baiana, a festa consagra nomes como Ivete Sangalo, Daniela Mercury e BaianaSystem, que arrastam milhões de foliões atrás dos trios elétricos na cidade.

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Entre os blocos mais emblemáticos está o Olodum, símbolo da identidade afro-baiana, com seus tambores e cores marcantes.

Já Olinda (PE) transforma o Carnaval em um desfile de bonecos gigantes, feitos à mão e inspirados em figuras políticas, artísticas e culturais que parecem ganhar vida nas ruas.

Das ladeiras às avenidas, o frevo espalha guarda-chuvas coloridos, e os ritmos do maracatu, samba e afoxé tomam conta da festa.

Carnaval de Olinda – Imagem: Reprodução/Prefeitura de Olinda

Carnavais fora do roteiro tradicional

Mas não se engane: o Carnaval não se limita ao Sudeste ou ao Nordeste. Pelo país, outras festas ganham forma — algumas bem diferentes do imaginário comum:

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No Norte, a folia se mistura ao folclore regional. Em Manaus (AM), o Carnaboi destaca as figuras dos bois-bumbás, o carimbó e outras expressões culturais amazônicas.

No Sul, Florianópolis (SC) atrai foliões com festas voltadas à música eletrônica, enquanto Balneário Camboriú (SC) aposta no maior carnaval sertanejo do Brasil.

Já Curitiba (PR) abriga o Psycho Carnival, que troca o samba pelo rock e promove o tradicional Zombie Walk, em que milhares de pessoas se vestem de zumbis e personagens de terror para caminhar pelo centro da cidade.

A pluralidade regional transformou o Carnaval em uma soma de sotaques, ritmos e tradições, fazendo do Brasil um prato cheio para quem quer se divertir e, enfim, começar o ano com a energia lá em cima.

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