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Dança das cadeiras no GPA (PCAR3): Diretor de RI e conselheiro renunciam; veja quem entra

05 mar 2026, 8:06 - atualizado em 05 mar 2026, 8:06
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(Imagem: Renan Dantas/Money Times)

O GPA (PCAR3), dono da bandeira Pão de Açúcar, anunciou ao mercado uma dança das cadeiras nas posições de diretor de relações com investidores e conselheiro. Rodrigo Manso renunciou ao cargo de diretor de RI estatutário, permanecendo como diretor não estatutário, enquanto Rodolpho Costa Neves Francisco renunciou à posição de membro no conselho da companhia.

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No comunicado, divulgado na noite de quarta-feira (4), a varejista já anunciou a eleição de Pedro Vieira Lima de Albuquerque para o cargo de diretor de RI estatutário, que acumulará com a função que atualmente exerce de vice-presidente executivo financeiro.

Além da renúncia, Rodolpho Francisco pediu ao GPA que retire seu nome da chapa proposta para o novo conselho de administração, cuja eleição deve ocorrer em Assembleia Geral Extraordinária marcada para o dia 27 de março. A vaga aberta por ele permanecerá aberta até que a AGE ocorra.

Alternativas para perfil de endividamento

Também na quarta-feira (4), o GPA respondeu à questionamentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre notícia veiculada pelo Valor Econômico, que aponta uma negociação de R$ 900 milhões com debenturistas.

Reforçando fato relevante divulgado nesta semana, o GPA destacou que está em negociações construtivas com determinados credores para repactuação de dívidas financeiras e outras obrigações de curto prazo não relacionadas à operação, e tem analisado diferentes alternativas para a melhoria do perfil do seu endividamento.

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De acordo com a apuração do Valor, a companhia estaria em renegociação para a rolagem de dívida de cerca de R$ 900 milhões com debenturistas de uma emissão de 2024, com vencimento parcial em julho. A partir de uma concretização, outros acordos poderiam ocorrer, segundo fontes do jornal.

As contas do GPA

A companhia soma R$ 1,7 bilhão em dívidas vencendo neste ano, após encerrar 2025 com capital circulante negativo de R$ 1,2 bilhão. Na prática, existem mais obrigações de curto prazo do que recursos disponíveis em caixa.

A maior parte dos vencimentos está concentrada em debêntures. Em maio, vencem R$ 511 milhões da 18ª emissão (primeira série). Em julho, outros R$ 889 milhões da 20ª emissão (segunda série). Somados, R$ 1,4 bilhão precisam ser pagos nos próximos cinco meses.

Há ainda cerca de R$ 254 milhões da 20ª emissão (terceira série), com vencimentos entre 2026 e 2027, além de um empréstimo de aproximadamente R$ 508 milhões, parte também no curto prazo.

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O endividamento total gira em torno de R$ 4 bilhões, acima do valor de mercado da companhia, que gira em torno de R$ 1,5 bilhão. O balanço também indica R$ 16 bilhões em contingências tributárias classificadas como perdas possíveis, que não estão provisionadas, além de cerca de R$ 1 bilhão já provisionado como perda provável.

Embora a empresa tenha R$ 1,7 bilhão em ativos fiscais diferidos e aproximadamente R$ 1,8 bilhão em créditos de PIS/Cofins, a realização desses valores depende da geração futura de lucro, o que adiciona incerteza diante do histórico recente de prejuízos.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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