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Dasa (DASA3): Os pontos positivos do acordo com Amil, segundo Itaú BBA

14 jun 2024, 16:00 - atualizado em 15 jun 2024, 12:36
O movimento também confirma o momento de consolidação por qual passa o setor, em meio a resultados pressionados e ações em queda (Imagem: Instagram/Santa Luzia)

A Dasa (DASA3) bateu o martelo e fechou acordo com Amil para a união de hospitais por meio da criação de uma joint venture (empresa que surgi da união de outras duas).

Com isso, José Seripieri Filho, dono da Amil, que comprou a empresa no ano passado, ‘furou’ Nelson Tanure, que também havia feito uma proposta para a companhia.

O movimento também confirma a consolidação por qual passa o setor, em meio a resultados pressionados e ações em queda (a Dasa acumula tombo de 50% no ano).

Nas últimas semanas, as ações da Dasa subiram bem (o papel chegou a disparar 15% em uma sessão). Neste pregão, o papel até operou no positivo (iniciou o dia com salto 5%), porém, agora, negocia em queda. Por volta das 14h55, a ação caia 2,98%.

Apesar de ser um alívio para as dívidas (transação também inclui a transferência de R$ 3,85 bilhões em dívidas para a nova empresa), parte do mercado esperava uma fusão mais agressiva.

Mesmo assim, a operação foi do agrado para o Itaú BBA. Segundo os analistas, além de fortalecer o posicionamento da empresa no cenário da saúde, a lucratividade da Amil parece estar abaixo dos níveis ideais, deixando bastante espaço para a empresa melhorar suas margens e potencialmente aumentar os retornos no futuro.

E além de estabelecer uma rede hospitalar maior em parceria com a Amil, a empresa também anunciou a intenção de potencialmente desinvestir nas atividades da Ímpar que estejam fora da operação.

Em 2023, essas atividades registraram um Ebitda estimado de R$ 310 milhões. Para o Itaú, isso deverá melhorar ainda mais a alavancagem financeira.

A expectativa é que a Amil, com 3,2 milhões de beneficiários, tenha maior presença na rede hospitalar combinada, proporcionando maior volume ao novo player e maior poder de negociação com planos de saúde de terceiros, principalmente nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro, explica.

 

Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os 50 jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022 e 2023. É editor-assistente do Money Times. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os 50 jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022 e 2023. É editor-assistente do Money Times. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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