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Decisão do México para carne de frango elimina risco para 2 ações, vê banco; diversificação deve evitar impactos com cotas da China para um frigorífico

05 jan 2026, 15:19 - atualizado em 05 jan 2026, 15:32
Minerva brf frigoríficos
(iStock.com/Henadzi Pechan)

O México decidiu renovar por um ano inteiro o programa Pacic (que busca estabilizar os preços dos alimentos) para a carne de frango e prevê isenção tarifária para a proteína. Segundo o Santander, a decisão elimina os principais riscos negativos para exportadoras como MBRF (MBRF3e JBS (JBSS32). 

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“O governo mexicano voltou atrás na decisão de estender o Pacic apenas até o primeiro semestre de 2026, optando por uma renovação por todo o ano para o frango, apesar de um aumento de tarifa para a carne bovina e suína (o que vemos como positivo, no saldo, para JBS e MBRF, embora marginalmente negativo para a Pilgrim’s Pride Corporation, subsidiária da JBS)”, veem Guilherme Palhares e Laura Hirata.

A medida deve evitar o pior cenário, já que o México está entre os seis principais compradores de frango do Brasil, adquirindo um mix premium de cortes. No entanto, o governo mexicano também anunciou um aumento de tarifa para a carne bovina (4% das exportações brasileiras de carne bovina vão para o México).

“Felizmente para os players brasileiros, as tarifas sobre a carne bovina dos EUA permanecem, e a escassez de oferta nos Estados Unidos deve continuar favorecendo o Brasil em relação a outras alternativas, em nossa visão, de modo que não esperamos impactos relevantes”.

E no último dia de 2025, a China anunciou a adição de cotas e tarifas para carne bovina importada pelo país. Ainda de acordo com o banco, a Minerva, que seria a empresa mais impactada pela medida, deve conseguir compensar perdas e volumes menores por meio da sua presença no Uruguai e Argentina. Enquanto o Brasil terá uma cota de 1,106 milhão de toneladas em 2026, Uruguai e Argentina contam com cotas de 324 mil e 511 mil toneladas, respectivamente.

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“Olhando à frente, podemos ver uma mudança nos fluxos de carne bovina do Brasil e da Austrália para países como Uruguai, Argentina e Nova Zelândia, já que as exportações anualizadas desses países para a China superam as cotas, minimizando o impacto para companhias que não têm acesso a todos os mercados”.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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