Eleições 2026

Entrevista: Derrite defende endurecimento contra o crime e vê apoio internacional no combate ao PCC e ao Comando Vermelho

25 jun 2026, 18:00 - atualizado em 25 jun 2026, 18:34
O pré-candidato ao Senado Guilherme Derrite, em entrevista ao Market Makers (Pedro Pereira/Market Makers)

Deputado federal pelo PP e pré-candidato ao Senado por São Paulo, Guilherme Derrite defendeu mudanças legislativas para a ampliação do uso de tecnologia policial e uma estratégia mais agressiva de enfrentamento ao crime organizado durante entrevista ao Market Makers parceiro do Money Times.

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Ex-secretário da Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas, Derrite afirmou que o Brasil precisa abandonar respostas reativas e estabelecer uma estratégia permanente de combate ao crime organizado baseada em inteligência, integração institucional e revisão de leis penais.

Entre as propostas defendidas pelo parlamentar estão o fortalecimento da cooperação entre forças de segurança, mudanças na legislação criminal, endurecimento no cumprimento de penas e ampliação do uso de ferramentas tecnológicas para prevenção e monitoramento de crimes.

Um dos temas centrais da entrevista foi a avaliação de Derrite sobre a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos. Apesar das críticas do governo brasileiro, deputado disse ver a medida de forma positiva e argumentou que o reconhecimento internacional pode ampliar mecanismos de cooperação entre países.

Na avaliação dele, as facções brasileiras deixaram de atuar apenas localmente e passaram a operar como organizações transnacionais ligadas ao tráfico internacional de drogas. Derrite afirmou que o PCC, nascido no Estado de São Paulo, expandiu sua atuação ao assumir etapas da cadeia logística do narcotráfico, com presença em países produtores e conexões internacionais para distribuição de drogas.

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“O Brasil tem um grande problema e não vai conseguir resolver sozinho”, afirmou na entrevista a Thiago Salomão e Leopoldo Rosa.

Ao comentar o cenário doméstico, o parlamentar também fez críticas ao que chamou de "postura permissiva" do sistema penal brasileiro e afirmou que o país precisa aumentar o “poder de dissuasão” do Estado por meio de regras mais rígidas e maior previsibilidade na punição.

Derrite citou como exemplo sua atuação na tramitação do projeto que restringiu saídas temporárias de presos e argumentou que mudanças legislativas podem produzir efeitos relevantes no combate à criminalidade.

Ao apresentar o balanço de sua passagem pela Secretaria de Segurança paulista, destacou três prioridades adotadas na gestão: monitoramento e captura de lideranças criminosas, desarticulação das cadeias econômicas do crime e integração entre inteligência policial e tecnologia.

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Ao longo da conversa, o pré-candidato sustentou que a segurança pública deixou de ser uma pauta exclusivamente ideológica e passou a ocupar posição central no debate político nacional. Segundo ele, o avanço do crime organizado e a sensação de insegurança criaram espaço para que o tema tenha peso decisivo nas eleições de 2026.

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Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.

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