Dinheiro em circulação no Japão cai pela primeira vez em 18 anos com fim de estímulos
A base monetária do Japão, ou dinheiro em circulação, caiu pela primeira vez em 18 anos em 2025, à medida que o banco central reduziu o apoio massivo de política monetária, mostraram dados divulgados nesta terça-feira (6), uma tendência que deve persistir conforme avança a normalização da política.
O Banco Central do Japão (BOJ) encerrou, em março de 2024, um programa de estímulos que durou uma década, composto por compras maciças de ativos, taxas de juros de curto prazo negativas e controle dos rendimentos dos títulos, ao afirmar que a economia estava prestes a atingir de forma sustentável sua meta de inflação de 2%.
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Desde então, o BOJ desacelerou as compras de títulos do governo japonês (JGBs) e encerrou um programa de financiamento que incentivava instituições financeiras a ampliar o crédito.
Refletindo essas medidas, o saldo médio da base monetária em 2025 caiu 4,9% na comparação anual, marcando a primeira queda desde 2007, quando o BOJ iniciava seu ciclo anterior de alta de juros, mostraram os dados.
O saldo médio da base monetária em dezembro ficou em 594,19 trilhões de ienes (US$ 3,79 trilhões), queda de 9,8% em relação ao ano anterior, ficando abaixo da marca de 600 trilhões de ienes pela primeira vez desde setembro de 2020.
Analistas esperam que a base monetária do Japão continue recuando à medida que o BOJ avance com a redução das compras de títulos e elevações das taxas de juros.
Com a inflação superando a meta de 2% do BOJ há quase quatro anos, o banco central elevou as taxas de juros de curto prazo de 0,5% para 0,75% em dezembro.
O presidente do BOJ, Kazuo Ueda, reforçou a disposição da instituição de continuar elevando os juros caso a evolução da economia e dos preços siga em linha com suas projeções.