Estados Unidos (EUA)

Diretor diz que Fed deve cortar mais de 100 pb e alerta que juro alto pode sufocar crescimento

06 jan 2026, 13:05 - atualizado em 06 jan 2026, 12:41
Stephen Miran é anunciado como diretor do Fed (Imagem: Reuters)

O diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) Stephen Miran afirmou que a política monetária norte-americana segue excessivamente restritiva e que cortes mais agressivos nos juros são necessários para evitar danos ao crescimento econômico. Segundo ele, a continuidade da restrição nas condições financeiras “pode sufocar o crescimento ainda na raiz”.

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Em entrevista à Fox Business, Miran declarou que o Fed deveria cortar a taxa de juros em mais de 100 pontos-base (pb) neste ano e disse esperar que os próximos indicadores reforcem a avaliação de que as reduções “são apropriadas”.

O diretor do BC norte-americano frisou que a postura restritiva atual “está segurando a economia”.

Na visão do dirigente, a inflação subjacente já se encontra próxima do objetivo da autoridade monetária, ao observar que a leitura ainda acima de 2% decorre, em grande parte, de distorções específicas.

Segundo ele, “peculiaridades na inflação de habitação estão impulsionando o excesso em relação à meta”. O diretor também avaliou que o ambiente fiscal deve contribuir para a atividade econômica ao longo do ano.

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Questionado sobre a sucessão na presidência do Fed, Miran disse que não houve contato com o presidente americano sobre o tema. “Não falei com Donald Trump sobre me tornar presidente do Fed”, declarou.

Ainda assim, ressaltou que “todos os nomes na lista curta para o cargo são críveis”.

O mandato do atual chefe da autoridade monetária do país, Jerome Powell, se encerra em maio. No fim do ano passado, Trump garantiu que anunciaria um indicado ao cargo ainda no começo de 2026.

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