Inteligência Artificial

Diretor do Magalu (MGLU3) diz o que é ‘besteira’ entre IAs (e como a empresa aproveita para lucrar)

26 mar 2026, 13:20 - atualizado em 26 mar 2026, 13:24
Global x
Da esquerda para a direita: o diretor do Money Times, Vinicius Pinheiro, e o diretor do Magalu, Caio Gomes. Ambos participaram do evento Imersão Money Times, nesta quarta-feira (25), em São Paulo

No mundo em que a inteligência artificial virou febre, é preciso tomar cuidado para não trocar gato por lebre. Muitas empresas já utilizam o tema para se vender, sem que isso, de fato, traga melhorias práticas para a vida dos clientes. Essa é a mensagem de Caio Gomes, diretor de inteligência artificial e dados do Magalu (MGLU3) em participação no Imersão Money Times, em parceria com a Global X.

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Segundo ele, há um ‘hype’ exagerado em torno de algumas ferramentas.

“E, assim, é fácil perceber quem está fazendo hype e quem está vendendo soluções. O Jensen Huang falou que acha que o AGI já existe — besteira”.

AGI é a sigla para Inteligência Artificial Geral (Artificial General Intelligence), um tipo hipotético de IA capaz de compreender, aprender e aplicar conhecimento em uma ampla variedade de tarefas.

“Teve, semanas atrás, a ‘religião dos agentes’ [experimento que tenta demonstrar a capacidade de IAs de criarem culturas e ideologias próprias]. Isso, com certeza, é besteira. Teve também o OpenCloud — um engenheiro bastante conhecido chegou a dizer que é 98% hype e 2% engenharia simples. Então, há muita coisa sendo propagada que não traz novidade relevante”.

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Ainda segundo Gomes, as inovações mais relevantes muitas vezes nem chegam a público. No caso do Magazine Luiza, ele afirma que a companhia já consegue gerar mais lucro com seus modelos próprios do que gigantes como OpenAI, Google e Anthropic.

“A gente fez mais, porque todos eles ainda operam com prejuízos muito maiores”, afirma.

Como o Magalu usa a IA?

O Magazine Luiza vem apostando pesado em inteligência artificial para transformar a experiência de compra — e, ao que tudo indica, quer sair na frente nessa corrida.

A companhia estruturou uma diretoria dedicada exclusivamente a IA e dados, com um time de mais de 100 pessoas focadas no desenvolvimento de modelos generativos e discriminativos.

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“Atuamos de forma transversal na empresa. Ou seja, passamos por todas as áreas, com diferentes aplicações. Mas talvez a principal novidade — e o maior avanço recente — tenha sido o novo modo de compra que lançamos em outubro: o ‘WhatsApp da Lu’”.

Trata-se de uma jornada de compra completa dentro do aplicativo de mensagens, com proposta end-to-end — da busca ao pagamento — baseada em IA generativa.

Na prática, o consumidor pode pesquisar produtos, tirar dúvidas e concluir a compra apenas conversando com a assistente virtual da empresa, a Lu. O diferencial está na naturalidade da interação: em vez de navegar por categorias ou filtros, o usuário descreve o que procura como se estivesse falando com uma pessoa.

“A OpenAI chegou a anunciar que faria algo semelhante. Mas, como se sabe, não conseguiu avançar como nós. Nenhuma outra empresa — como Amazon ou Alibaba — entregou algo nesse nível”.

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Um dos exemplos citados internamente ilustra o nível de sofisticação da ferramenta: ao pedir uma pedaleira de guitarra com sonoridade semelhante à banda Van Halen, o sistema foi capaz de interpretar o pedido e sugerir produtos adequados — algo que vai além das buscas tradicionais por palavras-chave.

A iniciativa reforça uma tendência mais ampla: o uso da IA generativa não apenas como ferramenta de recomendação, mas como interface principal de consumo.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intesivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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