Dívida Pública

Dívida pública federal cai 2,34% em março, mas custo sobe em meio a incerteza com conflito no Irã

27 abr 2026, 15:11 - atualizado em 27 abr 2026, 15:11
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Imagem: Edição CanvaPro

A dívida pública federal do Brasil caiu 2,34% em março em relação ao mês anterior, a R$ 8,633 trilhões, divulgou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira (27), em mês marcado por uma elevação no custo de rolagem e emissão do endividamento do governo.

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No período, a dívida pública mobiliária interna teve baixa de 2,46%, a R$ 8,302 trilhões, enquanto a dívida pública federal externa avançou 0,61% e atingiu R$ 331,6 bilhões.

Contribuiu para a redução da dívida pública no mês passado um resgate líquido de títulos no valor de R$ 302,3 bilhões, valor apenas parcialmente neutralizado por uma incorporação de juros no valor de R$ 93,0 bilhões na dívida interna.

O Tesouro afirmou que a intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio em março elevou a aversão ao risco nos mercados, enquanto a alta do petróleo “reforçou expectativa de manutenção de juros elevados nas principais economias”, com os juros futuros apresentando elevação no Brasil.

De acordo com as informações da pasta, o custo médio do estoque da dívida pública federal acumulado em 12 meses teve uma alta no mês passado, indo de 11,90% ao ano em fevereiro para 12,20% ao ano.

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O custo médio das novas emissões de títulos da dívida interna também subiu, passando de 13,76% ao ano em fevereiro para 13,92% no mês passado.

Em relação ao perfil de vencimentos da dívida pública, o Tesouro informou que o prazo médio do estoque passou de 4,00 anos em fevereiro para 4,10 anos em março.

A reserva de liquidez, colchão de recursos para gestão da dívida pública, passou de R$ 1,192 trilhão em fevereiro para R$ 885 bilhões em março, uma queda nominal de 25,7%. O valor é suficiente para quitar 5,69 meses de vencimentos de títulos, contra 6,41 registrados um mês antes.

Em relação a abril, o Tesouro afirmou que perspectivas de um acordo entre Estados Unidos e Irã reduziram a aversão ao risco, com recuperação de mercados emergentes e queda na curva de juros brasileira, apesar de um cenário de volatilidade elevada.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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