Dividendos da Taesa (TAEE11) em xeque? Ações caem após 2T26 e analistas avaliam força dos proventos
As ações da Taesa (TAEE11) performam do lado negativo do Ibovespa (IBOV) no pregão desta quarta-feira (12), após a companhia reportar lucro líquido regulatório de R$ 206,8 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 28,5% na comparação anual.
Por volta de 11h15 (horário de Brasília), as ações caíam 0,89%, cotadas a R$ 37,96. Acompanhe o tempo real.
O resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) regulatório ficou em R$ 577,2 milhões, crescimento de 10,6% na comparação com o mesmo período de 2025.
Já a receita operacional líquida ficou em R$ 679,2 milhões, 9,3% acima do registrado no segundo trimestre de 2025.
Analistas do Itaú BBA classificam os resultados como neutros, sem alterar a tese da companhia. A equipe de analistas da casa vê a Taesa ainda oferecendo uma história atraente de dividendos dentro do setor de Utilities.
“A visibilidade do fluxo de caixa e a base de ativos maduros da companhia continuam sustentando um perfil de distribuição de proventos atraente. Enquanto isso, a dívida líquida/Ebitda proporcional permaneceu estável na comparação trimestral, em 4,2 vezes no 2T26”, pontuam os analistas.
O BBA chama atenção para o Ebitda, que ficou em linha com as expectativas, com alta de 10,6% na comparação anual, principalmente devido ao início operacional das linhas de transmissão Tangará e Ananaí.
A casa tem classificação Market Perform (equivalente à neutra) para as ações TAEE11, com preço-alvo de R$ 44,88.
Dividendos em xeque?
Já a XP Investimentos pontua que o Ebitda da Taesa ficou apenas 1% abaixo da estimativa da casa, o que é explicado por receitas ligeiramente menores, parcialmente compensadas por despesas mais baixas.
Adicionalmente, a companhia anunciou dividendos de R$ 207 milhões, correspondentes a um dividend yield (rendimento de dividendo) de 1,6% com base no preço de fechamento de 11 de agosto.
A alavancagem em 4,2 vezes dívida líquida/Ebitda veio estável na comparação trimestral, mas ainda em um patamar elevado que deverá permanecer assim no futuro previsível, segundo a casa.
De acordo com os analistas, isso ocorre porque a companhia pretende continuar distribuindo dividendos enquanto avança com seu plano de investimentos (capex).
“Embora continuemos reconhecendo a elevada qualidade da base de ativos da companhia e seu histórico atrativo de distribuição de dividendos, acreditamos que a avaliação atual permanece pouco atrativa, especialmente considerando o surgimento de outras empresas com potencial de rendimento mais elevado, como a Copasa”, dizem os analistas.
A XP estima que a Taesa esteja sendo negociada a uma TIR (taxa interna de retorno) real implícita de 6,9%.
Além disso, a equipe de analistas pondera que,como uma das companhias com menor duração de fluxo de caixa do setor, a manutenção dos níveis historicamente elevados de distribuição de dividendos deverá se tornar progressivamente mais desafiadora na ausência de oportunidades relevantes de reinvestimento.
“Isso tende a limitar tanto o crescimento dos lucros quanto o retorno aos acionistas no médio prazo”, afirma a casa. A XP reitera a recomendação neutra para Taesa, com preço-alvo para o final de 2027 de R$ 40,50 por ação.
Receba gratuitamente as newsletters do Money Times