Dólar

Dólar cai a R$ 5,18 com dados fortes do Payroll e recordes do Ibovespa

11 fev 2026, 17:22 - atualizado em 11 fev 2026, 18:29
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(Imagem: Pexels)

O dólar à vista (USDBRL) perdeu força ante o real, destoando do movimento observado no exterior, após a divulgação dos dados do mercado de trabalho mais fortes nos Estados Unidos, conforme apontado pelo Payroll, e dia de recorde intradia do Ibovespa (IBOV).

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Nesta quarta-feira (11), a moeda norte-americana encerrou a R$ 5,1876 (-0,18%), menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024. 



De acordo com Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o ambiente externo ainda é favorável aos mercados emergentes, com fluxo de capitais relevante em direção a ativos de maior retorno — movimento que segue beneficiando o real, apesar do Payroll mais forte nos EUA.

Às 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra, subia 0,03%, aos 96.825 pontos.

No plano doméstico, o desempenho positivo do Ibovespa, com recorde intradiário acima dos 190 mil pontos, reforçou a percepção de apetite ao risco, avalia Shahini. “O mercado tratou o relatório como insuficiente para reverter a tendência de rotação de fluxos para emergentes, permitindo que o real permanecesse forte em relação ao dólar”, observou.

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O que mexeu com o dólar hoje?

No cenário doméstico, os investidores acompanharam as falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. No discurso, Galípolo reforçou a postura do Comitê de Política Monetária (Copom) foi mais conservadora ao sinalizar a “calibragem” dos juros em março. A decisão de esperar 45 dias teve um objetivo claro: reunir mais confiança antes de iniciar o ciclo.

“Antevíamos, em se confirmando o cenário, essa calibragem da política monetária a partir de março, justamente para que a gente consiga reunir mais confiança para iniciar este ciclo”, afirmou.

Além disso, o mercado acompanhou a divulgação da pesquisa Genial/Quaest, que indicou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a liderança nos cenários de primeiro e segundo turno para a eleição presidencial de outubro, à frente do senador Flávio Bolsonaro.

Esta é a primeira rodada do instituto que não inclui o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, entre os possíveis candidatos ao Palácio do Planalto.

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Nos sete cenários de primeiro turno testados, Lula aparece com intenções de voto que variam entre 35% e 39%. Flávio Bolsonaro oscila entre 29% e 33%. A vantagem do petista vai de 4 a 8 pontos percentuais, a depender da configuração.

Na esteira do apetite ao risco, o Ibovespa registrou recorde histórico de 190.000 pontos, com a máxima aos 190.561,18 pontos, uma alta de 2,49%.

No exterior, o dólar apresentou alta em relação às demais moedas, em dia de balanços corporativos e índices de Wall Street operando mistos.

O principal dado do mercado de trabalho, o Payroll, indicou criação de 130.000 vagas de trabalho em janeiro, número acima do esperado pelo mercado. A taxa de desemprego também caiu a 4,3%.

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Com esse cenário, a aposta por manutenção dos juros na próxima reunião de março do Federal Reserve subiu para 95% nesta manhã.

*Com informações de Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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