Dólar

Dólar avança a R$ 5,18 com eleições ainda no radar dos investidores

12 ago 2026, 17:05 - atualizado em 12 ago 2026, 17:08
dólar real dxy câmbio
(Foto: iStock.com/MicroStockHub)

O dólar à vista estendeu os ganhos da sessão anterior, ainda como reflexo da entrada do cenário eleitoral e da política econômica do próximo governo no radar dos investidores.

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Nesta quarta-feira (12), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1799, com alta de 0,37%.

No exterior, a divisa teve um dia volátil com os dados mais benignos da inflação e posterior pressão com os números do déficit norte-americano. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava em alta de 0,17%, aos 100.001 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

Mais cedo, no começo da sessão, o dólar à vista operava em baixa, diante do dado mais benigno da inflação de preços ao consumidor (CPI, em inglês) de julho nos Estados Unidos. O dado corrobora uma expectativa de Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) menos agressivo na condução da política monetária.

Por ora, a ferramenta Fed Watch, do CME Group, segue apontando alta nos juros na reunião de outubro do Fed, cenário esperado por 54,7% do mercado.

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O câmbio seguiu pressionado na sessão de hoje com o cenário eleitoral pesando no dólar à vista. Na avaliação de Leonel Oliveira Mattos, analista de inteligência de mercados da StoneX, na máxima, a divisa chegou a bater os R$ 5,1791 (+0,35%) sem um gatilho específico para a desvalorização do real.

“A interpretação predominante entre os analistas é de que o movimento refletiu a continuidade das preocupações com o cenário eleitoral doméstico”, afirma o analista da StoneX.

Segundo Mattos, na sessão anterior, essas preocupações já haviam provocado uma forte desvalorização do real e uma alta expressiva das taxas de juros futuros. “Hoje, houve relatos de investidores reduzindo posições em derivativos na B3, movimento que acabou pressionando também o mercado à vista”, afirma.

Outro dado que pesou sobre o título do Tesouro norte-americano de 30 anos e, consequentemente, no dólar foi o avanço no déficit orçamentário dos EUA. O déficit acumulado no ano fiscal de 2026, de US$ 1,8 trilhão, que já superou o total de 2025 (US$ 1,775 trilhão).

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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