Dólar

Dólar tem leve alta e fecha a R$ 5,37 após inflação nos EUA e tensões geopolíticas

13 jan 2026, 17:04 - atualizado em 13 jan 2026, 17:13
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(Imagem: Pexels)

Os dados de inflação nos Estados Unidos, tensões geopolíticas e cenário eleitoral ditaram as movimentações do dólar. O temor de interferência do governo Trump no Banco Central norte-americano seguiu no radar. 

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Nesta terça-feira (13), o dólar à vista (USDBRL) encerrou a sessão a R$ 5,3759, leve alta de 0,06%. 



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O movimento acompanhou a tendência externa. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, subia 0,27%, aos 99,135 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

Novos dados de inflação nos Estados Unidos movimentaram o câmbio desta terça-feira (13).

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O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,3% em dezembro na comparação mensal e acumula alta de 2,7% em 12 meses, em linha com o esperado. Embora o CPI não seja a referência de inflação para o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), o dado é usado pelo mercado para calibrar as apostas sobre a trajetória dos juros norte-americano.

Após o dado, o mercado retomou a aposta de um corte nos juros pelo Federal Reserve em março, mas ainda minoritária. A chance majoritária de flexibilização monetária segue em junho e os agentes financeiros precificam dois cortes ao longo deste ano.

“A leitura do CPI, em linha com as projeções, contribuiu para melhorar o sentimento do mercado”, afirmou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

O temor de interferência do governo Trump no Fed também continuou no radar.

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Os chefes dos principais Bancos Centrais do mundo divulgaram uma declaração conjunta em apoio ao presidente do  Federal ReserveJerome Powell, depois que o governo dos Estados Unidos o ameaçou com uma acusação criminal.

Os chefes do Banco Central Europeu (BCE), do Banco da Inglaterra (BoE) e de outras nove instituições, incluindo do Brasil, disseram que Powell agiu com integridade e que a independência do BC é crucial para manter os preços e os mercados financeiros estáveis.

“Estamos em total solidariedade com o Sistema do Federal Reserve e seu chair Jerome H. Powell”, disseram os banqueiros centrais, em um raro comunicado conjunto.

“A independência dos bancos centrais é a pedra fundamental da estabilidade econômica, financeira e de preços no interesse dos cidadãos que atendemos”, acrescentaram.

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No fim de semana, o presidente Donald Trump ameaçou indiciar Jerome Powell por comentários feitos ao Congresso sobre o projeto de reforma de prédios do BC.

Powell se pronunciou neste domingo (11) e afirmou que a ação do governo é um “pretexto” para ganhar mais influência sobre a taxa de juros, que Trump quer reduzir drasticamente.

As tensões geopolíticas também refletiram no câmbio. Os preços do petróleo dispararam – e reduziram a força do dólar – após Trump ter cancelado reuniões com oficiais do Irã e dito aos manifestantes que “a ajuda está a caminho”.

Essas declarações foram realizadas um dia após Trump anunciar que qualquer país que fizer negócios com o Irã estará sujeito a uma tarifa de 25% “sobre todos os negócios realizados” com os EUA.

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De olho nas eleições

No cenário doméstico, os investidores reagiram à primeira pesquisa eleitoral de 2026.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente na corrida pela reeleição nas eleições de outubro de 2026, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (13) pela plataforma de jornalismo Meio, em parceria com o Instituto Ideia.

De acordo com o levantamento, o petista lidera tanto no primeiro quanto no segundo turno, embora o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), empate tecnicamente com o petista no confronto direto, considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Apesar da liderança nas intenções de voto, a pesquisa mostra que 40,8% dos entrevistados afirmam que não votariam de jeito nenhum em Lula. Entre os adversários, Flávio Bolsonaro é rejeitado por 30%, Michelle, por 26,1% e Tarcísio, por 16,2%.

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O cenário fiscal também voltou ao radar. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o governo central fechou 2025 com um déficit primário estimado em 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), cumprindo a meta de déficit zero para o ano, que tem 0,25% do PIB de margem de tolerância.

O resultado desconsidera despesas que ficam fora da contabilidade fiscal após autorização judicial, disse o ministro em entrevista a jornalistas. Segundo ele, se considerados gastos com precatórios e com indenização de aposentados, o déficit deve ficar em 0,48% do PIB.

Além disso, o mercado seguiu acompanhando desdobramentos do Caso Master. Hoje, o Banco Central apresentou um pedido de desistência do recurso que havia ingressado junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) para contestar inspeção aberta na corte para analisar documentos da autarquia que embasaram a liquidação do Banco Master pela autoridade monetária.

O movimento acontece no dia seguinte à reunião entre o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo.

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*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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