Dólar

Dólar sobe a R$ 5,22 com aversão ao risco e expectativas para o Fed

13 fev 2026, 17:40 - atualizado em 13 fev 2026, 17:40
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(Imagem: Pexels)

O dólar à vista (USDBRL) ganhou força ante o real, destoando do movimento observado no exterior, com a aversão ao risco pelos investidores globais e expectativas de um Federal Reserve cauteloso para cortar juros.

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Nesta sexta-feira (13), a moeda norte-americana encerrou a R$ 5,2299 (+0,57%). 

Na semana, o dólar acumulou alta de 0,18% ante o real.



Às 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra, caía 0,02%, aos 96.903 pontos.

A estrategista-chefe da Nomad, Paula Zogbi, destaca que o avanço do dólar ante o real refletiu a aversão ao risco e o noticiário doméstico, incluindo novidades sobre o caso Banco Master.

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Zogbi explica também que ao longo do dia houve uma busca por ativos safe-haven em meio a expectativas de um Federal Reserve cauteloso em iniciar o ciclo de cortes, mas com o dado de inflação aumentando levemente as apostas de cortes com início em julho.

O que mexeu com o dólar hoje?

No exterior, o dólar ganhou força ante as demais moedas, em busca por ativos considerados seguros, diante da consolidação do cenário de corte de juros apenas na reunião de junho do Federal Reserve.

A inflação ao consumidor dos Estados Unidos veio levemente abaixo do esperado em janeiro: o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) subiu 0,2% no mês, ante projeção de 0,3%; em 12 meses, a inflação desacelerou de 2,7% para 2,4%.

Após o dado de inflação dos Estados Unidos, a aposta por corte de juros em junho passou de 66,7% para 68,7%, segundo ferramenta do CME Group.

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No cenário doméstico, os investidores acompanharam o recuo de 0,4% nas vendas do varejo restrito em dezembro ante novembro, resultado mais negativo do que a mediana do Projeções Broadcast (-0,1%).

Já o conceito ampliado, que inclui as atividades de material de construção, de veículos e de atacado alimentício, registrou queda de 1,2% em dezembro ante novembro, na série com ajuste sazonal, mais negativo do que a mediana (-1%).

*Com informações de Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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