Dólar

Dólar avança a R$ 5,40 com cenário eleitoral e temor de ação militar dos EUA no Irã

14 jan 2026, 17:07 - atualizado em 14 jan 2026, 17:19
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(Imagem: Nelson_A_Ishikawa/Getty Images)

O dólar ganhou força ante moedas fortes e emergentes, como o real, mesmo com a forte valorização das commodities. O mercado reagiu ao temor de uma ação militar dos Estados Unidos no Irã, em meio a escalada da tensão geopolítica. 

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Nesta quarta-feira (14), o dólar à vista (USDBRL) encerrou a sessão a R$ 5,4008, com alta de 0,46%. 



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O movimento destoou da tendência externa. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava estável, no nível dos 99 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

O cenário geopolítico seguiu como um dos focos de atenção dos investidores, em meio ao interesse dos Estados Unidos pela Groenlândia e às ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, ao Irã.

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Os Estados Unidos estão retirando alguns militares de bases importantes na região como precaução devido ao aumento das tensões, disse uma autoridade dos EUA à Reuters.

A agência de notícias também informou que Teerã alertou os vizinhos que hospedam tropas dos EUA que atingirá as bases norte-americanas se Washington atacar.

Além disso, o governo Trump vai suspender o processamento de vistos de imigrante para solicitantes de 75 países, a partir do próximo dia 21. Brasil, Somália, Irã, Rússia, Afeganistão, Nigéria, Iêmen e Tailândia estão entre os países sujeitos à restrição. A medida não afeta vistos de turismo e trabalho.

Já o Livro Bege, divulgado pelo Fed no final da tarde, afirmou que a atividade econômica aumentou na maior parte dos EUA e o nível de emprego permaneceu praticamente inalterado nas últimas semanas. “As perspectivas para a atividade futura foram ligeiramente otimistas, com a maioria esperando um crescimento leve a modesto nos próximos meses.”

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Para Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, o mercado ainda espera mais sinais do Fed para calibrar as apostas sobre a trajetória dos juros.

“O Livro Bege reforçou a leitura de crescimento moderado da economia, com a demanda e o mercado de trabalho desacelerando na margem, mas sem sinais de recessão iminente, o que mantém a narrativa de cortes graduais de juros”, disse ela.

Entre os dados, os índices de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) subiu 0,2% em novembro, depois de avanço de 0,1% em outubro, em linha com as expectativas. Nos 12 meses até novembro, o índice avançou 3,0%, depois de aumentar 2,8% em outubro.

Após os números, o mercado manteve as expectativas de que o Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) manterá os juros inalterados na próxima decisão de política monetária e o mês de junho segue como o mais provável para a retomada do ciclo de afrouxamento monetário.

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De olho nas eleições

No Brasil, o câmbio também reagiu ao cenário eleitoral.

A pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera todos os cenários para a eleição presidencial deste ano tanto no primeiro quanto no segundo turno, à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que sai da pasta ainda em janeiro, segundo a jornalista Míriam Leitão. Haddad ainda declarou à jornalista, em entrevista, que quem for escolhido para lhe substituir deve assumir já o órgão para trabalhar o ano inteiro, tratando do Orçamento e do fiscal.

*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.

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