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Dólar tem leve alta e fecha a R$ 5,37 com IBC-Br acima do esperado e mudança nas apostas para comando do Fed

16 jan 2026, 17:10 - atualizado em 16 jan 2026, 18:05
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(Foto: iStock.com/MicroStockHub)

O dólar encerrou a sessão e a semana em leve valorização com dado mais forte do que o esperado da atividade econômica brasileira e mudança nas apostas para o comando do Federal Reserve (Fed, o BC dos Estados Unidos). 

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Nesta sexta-feira (16), o dólar à vista (USDBRL) encerrou a sessão a R$ 5,3726, com avanço de 0,08%. 



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O movimento acompanhou a tendência externa. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava em leve alta de 0,06%, aos 99,383 pontos.

Na semana, o dólar acumulou leve valorização de 0,13%.

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O que mexeu com o dólar hoje?

Com o alívio nas tensões entre os Estados Unidos e o Irã, o mercado direcionou as atenções na sucessão do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA). 

Nesta sexta-feira (16), o presidente norte-americano, Donald Trump, elogiou o conselheiro econômico Kevin Hassett em um evento na Casa Branca e disse que talvez queira mantê-lo em sua função atual.

Hassett tem sido apontado como um dos principais nomes cotados para substituir Jerome Powell como presidente do BC dos EUA. Powell deixa a Presidência do BC mais poderoso do mundo em maio.

“Kevin Hassett é muito bom. Estou dizendo: ‘Espere um minuto, se eu mudá-lo de lugar — esses caras do Fed, certamente o que temos agora, eles não falam muito.’ Eu perderia você. Isso é uma preocupação séria para mim”, disse Trump no evento.

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De acordo com a plataforma Polymarket, Hassett aparece com cerca de 17% de probabilidade de indicação para a cadeira do Fed. O favorito até agora é Kevin Warsh, ex-membro do Conselho de Administração do Fed, com aposta de 61%.

A disputa pela Groelândia, território da Dinamarca, também continuou no radar. Trump ameaçou impor uma tarifa aos países que não apoiarem seu plano para que os Estados Unidos controlem a Groenlândia.

No Brasil, o dia foi norteado por dados. Entre eles, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou alta de 0,70% em novembro.

A leitura ficou acima da expectativa do mercado. A pesquisa da Reuters, por exemplo, indicava avanço de 0,30%.

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Na comparação mensal, o IBC-Br acumulou alta de 1,2% e em 12 meses, ganho de 2,4%.

Para Matheus Pizzani, economista do PicPay, o forte desempenho apresentado pelo IBC-Br se mostra suficiente para evitar uma possível estagnação do PIB no último trimestre do ano, possibilidade aventada quando da divulgação do dado referente ao mês anterior.

“Outro debate importante que pode ser traçado a partir deste dado diz respeito à política monetária. Quando somado aos dados sólidos do mercado de trabalho, a sinalização positiva advinda do nível de atividade sugere a possibilidade de manutenção do hiato do produto no campo positivo por tempo adicional, criando um ambiente propício para o início do ciclo de queda dos juros apenas em março, além de reduzir a importância relativa do debate sobre o início deste processo e sinalizar maior importância sobre a discussão de sua magnitude”, avaliou Pizzani.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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