Dólar

Dólar cai 1% e fecha a R$ 5,22 com expectativa de corte na Selic e intervenções do Tesouro Direito

16 mar 2026, 17:07 - atualizado em 16 mar 2026, 17:11
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(Imagem: Pexels)

O dólar à vista iniciou a semana em forte queda com a intervenção do Tesouro no mercado de títulos públicos e expectativas para a ‘Super Quarta’. 

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Nesta segunda-feira (16), o dólar à vista (USDBRL) terminou as negociações a R$ 5,2298, com queda de 1,63%. 



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O movimento acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com queda de 0,58%, aos 99,782 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

Os dados domésticos movimentaram o mercado de câmbio, ainda que as atenções permaneçam divididas com novos desdobramentos do conflito no Irã.

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Por aqui, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou alta de 0,80% em janeiro, abaixo do esperado pelo mercado. A pesquisa da Reuters, por exemplo, indicava avanço de 0,85%.

A prévia do Produto Interno Bruto (PIB) subiu 1,0% na comparação com o mesmo mês do ano anterior e acumulou um ganho de 2,3% em 12 meses.

Na avaliação do UBS BB, apesar da ‘surpresa negativa’, o sinal é “construtivo”. “A média móvel trimestral acelerou para 0,41% ao mês, confirmando uma melhora gradual em relação ao fim de 2025, quando a atividade esteve amplamente estável”, afirmaram os economistas Fabio Ramos, Alexandre de Azara e Rodrigo Martins, em relatório.

A equipe ainda destacou que o resultado de janeiro não alterou ‘materialmente’ o cenário e o banco espera um crescimento de 0,3% no primeiro trimestre deste ano e uma alta de 1,5% em 2026.

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“Embora um ciclo de afrouxamento monetário seja provável neste ano, seu impacto sobre a atividade deve ser gradual e com defasagem”, acrescentaram os analistas.

Os economistas consultados pelo Banco Central (BC) também atualizaram para cima as projeções de Selic e inflação, em meio ao temor de impactos inflacionários com o conflito no Irã. As expectativas para o Índice de Preços para o Consumidor Amplo (IPCA) subiram de 3,91% para 4,10% em dezembro deste ano e a taxa de juros, de 12,13% para 12,25% ao ano.

Além disso, o Tesouro Nacional decidiu cancelar os leilões tradicionais de papéis prefixados e indexados à inflação previstos para esta semana e anunciou uma atuação direta no mercado, com a realização de leilões de recompra.

No período da tarde, o Tesouro fez uma segunda intervenção no mercado de títulos.

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A expectativa pela ‘Super Quarta’ também seguiu no radar. Tanto as Opções do Copom da B3 quanto a curva a termo precificam um corte de 0,25 ponto percentual na Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom), de 15% para 14,75% ao ano, na próxima quarta-feira (18). Antes da guerra no Irã, a aposta majoritária era de redução inicial de 0,50 ponto percentual.

Nos Estados Unidos, a expectativa é de que o Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) mantenha os juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. Perto do fechamento, os traders observavam 99,1% de chance de manutenção dos juros, de acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group. O mês de setembro segue como o mês mais provável para a retomada do ciclo de corte nos juros dos Estados Unidos.

No exterior, o conflito no Irã entrou em seu 17º dia com holofotes sobre o Estreito de Ormuz.

No fim de semana, o Irã anunciou a liberação do tráfego no Estreito para navios, com exceção para as embarcações norte-americanas e de aliados dos EUA. Em resposta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que “muitos países” enviarão navios de guerra para manter o Estreito aberto.

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Ele também disse, em entrevista ao Financial Times, que espera ajuda da China para desbloquear o Estreito antes de sua reunião agendada com o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, no final deste mês, e poderia adiar sua viagem se a China não fornecesse assistência.

*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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