Dólar tem leve queda e fecha a R$ 5,36 com liquidez limitada
O dólar iniciou a semana mais fraco, com baixa liquidez por feriado nos Estados Unidos.
Nesta segunda-feira (19), o dólar à vista (USDBRL) encerrou a sessão a R$ 5,3640, com queda de 0,16%.
- LEIA MAIS: Comunidade de investidores Money Times reúne tudo o que você precisa saber sobre o mercado; cadastre-se
O movimento acompanhou a tendência externa. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava em queda de 0,34%, aos 99,053 pontos.
O que mexeu com o dólar hoje?
Com a ausência do mercado norte-americano por conta do feriado do Dia de Martin Luther King Jr., o câmbio operou com liquidez reduzida, o que favoreceu movimentos técnicos.
As tensões geopolíticas também continuaram no radar.
No fim de semana, o presidente norte-americano Donald Trump ameaçou implementar uma onda de tarifas crescentes sobre os aliados europeus até que os Estados Unidos tenham permissão para comprar a Groenlândia, aumentando a disputa sobre o futuro da ilha ártica da Dinamarca.
Em um post no Truth Social, Trump disse que tarifas adicionais de importação de 10% entrariam em vigor em 1º de fevereiro sobre produtos da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido – todos já sujeitos a tarifas impostas por Trump.
Essas tarifas aumentariam para 25% em 1º de junho e continuariam até que se chegasse a um acordo para que os EUA comprassem a Groenlândia, escreveu Trump neste sábado (17).
Em resposta, os países da União Europeia criticaram as ameaças tarifárias de Trump. A França, um dos países do bloco, propôs responder com uma série de contramedidas econômicas não testadas anteriormente.
“A retórica da Casa Branca, porém, não se traduziu em busca por proteção na moeda norte-americana. O principal canal de transmissão de risco acabou sendo os metais preciosos, com alta do ouro e da prata, em um movimento de procura por ativos defensivos, dado o ambiente de baixa liquidez”, afirmou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
No Brasil, os investidores ficaram concentrados no cenário eleitoral, à espera de novos dados econômicos. Em entrevista ao UOL, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que iniciou uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre seu papel nas eleições de 2026, mas que os dois ainda não chegaram a um consenso.
“Levei à consideração dele as minhas colocações, aprofundando o tema com ele”, afirmou. “Não concluímos nada nesta primeira conversa. Ele está colocando os pontos dele, eu estou colocando os meus e a gente vai chegar a um consenso.”
Questionado sobre a possibilidade de concorrer ao governo do Estado de São Paulo a pedido de Lula, Haddad lembrou que tem dito que não pretende se candidatar este ano. Haddad deve deixar a pasta econômica até fevereiro.