Dólar

Dólar sobe a R$ 5,38 com tensões geopolíticas em foco

20 jan 2026, 17:06 - atualizado em 20 jan 2026, 17:10
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(Imagem: Nelson_A_Ishikawa/Getty Images)

O dólar ganhou força ante o real com novas ameaças tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump – o que impulsionou o movimento de saída de capital de Wall Street.

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No entanto, nesta terça-feira (20), o dólar à vista (USDBRL) encerrou a sessão a R$ 5,3805, com alta de 0,31%. 



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O movimento destoou da tendência externa. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava em queda de 0,78%, aos 98.618 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

As novas ameaças tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a injetar cautela nos mercados em temor de uma escalada nas tensões geopolíticas. A disputa pela Groenlândia segue como o pano de fundo.

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Trump ameaçou impor tarifas de 200% aos vinhos e champanhes franceses, em um aparente esforço para convencer o presidente francês Emmanuel Macron a aderir à sua iniciativa do “Conselho de Paz”, que visa resolver conflitos globais.

Além disso, o chefe da Casa Branca já havia anunciado uma nova rodada tarifária a países membros da União Europeia. No último sábado (17), Trump anunciou adicionar taxas de importação a aliados europeus que são contra a anexação da Groenlândia por parte dos EUA.

Em um post no Truth Social, Trump disse que tarifas adicionais de importação de 10% entrariam em vigor em 1º de fevereiro sobre produtos da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido – todos já sujeitos a tarifas impostas por Trump.

Essas alíquota aumentariam para 25% em 1º de junho e continuariam até que se chegasse a um acordo para que os EUA comprassem a Groenlândia.

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Já nesta terça-feira (20), Trump reiterou a política tarifária. Em coletiva sobre o balanço do primeiro ano de seu 2º mandato, o chefe da Casa Branca afirmou que os EUA não terão déficit comercial no próximo ano “graças” as tarifas e reafirmou que as taxas não provocam inflação no país. “Acabamos com a estagflação do governo Biden.”

Ele também mencionou a audiência da Suprema Corte para decidir sobre a legalidade das tarifas, que está prevista para amanhã (21), e destacou que seu governo “dará um jeito” de reaplicar as taxas comerciais de alguma forma caso necessário.

Ainda durante a coletiva, Trump disse que as petrolíferas norte-americanas estão preparando “investimento massivo” na Venezuela e afirmou que está conversando com a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, sobre o envolvimento dela no país.

“Eu me sentia tão fortemente contra a Venezuela, agora estou amando a Venezuela. Eles têm trabalhado conosco muito bem. Tem sido muito bom”, disse Trump. “E uma mulher incrivelmente simpática também fez uma coisa incrível, como vocês sabem, há alguns dias. Estamos conversando com ela e talvez possamos envolvê-la de alguma forma. Eu adoraria poder fazer isso, María, talvez possamos fazer isso.”

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*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.

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