Dólar

Dólar sobe e fecha a R$ 5,02 após Quaest mostrar Flávio Bolsonaro mais perto de Lula

21 out 2026, 17:03 - atualizado em 21 out 2026, 17:08
dólar real dxy câmbio
(Imagem: Nelson_A_Ishikawa/Getty Images)

O dólar interrompeu a sequência de três perdas consecutivas e terminou o pregão em alta com o acirramento de Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa à Presidência em segundo turno.

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Nesta quarta-feira (21), o dólar encerrou R$ 5,0279 no mercado à vista, com alta de 0,18%.

O movimento local destoou do desempenho do dólar global. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com baixa de 0,02%, aos 101.687 pontos, em meio ao alívio dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, de longo prazo.

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O que movimentou o dólar hoje?

As pesquisas eleitorais concentraram, mais uma vez, as atenções dos investidores e ditaram as movimentações do câmbio a quatro dias das eleições presidenciais em segundo turno.

Pela manhã, a segunda pesquisa Quaest após o primeiro turno mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 45% e Lula com 44% das intenções de voto. O cenário é de empate técnico, se considerada a margem de erro de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

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Vale lembrar que Flávio é o candidato mais alinhado às expectativas do mercado devido à possibilidade de ajuste fiscal e, consequentemente, corte mais agressivo da Selic.

O senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro encerrou o primeiro turno à frente do presidente Lula, com uma vantagem de 2,2 milhões de votos.

Outro destaque da pesquisa foi a rejeição: Flávio saiu de 54% para 52%, enquanto o incumbente caiu de 53% para 47%.

“A incerteza eleitoral, com a disputa bastante acirrada entre Flávio e Lula, elevou a busca por proteção no câmbio”, avalia Emerson Junior, head de câmbio e contas internacionais da Convexa Investimentos.

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Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, destaca que o ambiente externo amenizou a pressão, mas o câmbio segue “sensível ao noticiário eleitoral”.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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