Dólar recua 0,6%, a R$ 5,12, com maior apetite a risco
O dólar à vista (USDBRL) perdeu força ante o real, em linha com o movimento observado no exterior, devido ao maior apetite a risco.
Nesta quarta-feira (25), a moeda norte-americana encerrou a R$ 5,1252 (-0,59%).
Às 17h05 (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra, caía 0,15%, aos 97.689 pontos.
O especialista em investimentos da Nomad, Bruno Shahini, avalia que o recuo do dólar na sessão de hoje reflete principalmente a melhora do ambiente internacional, com maior apetite ao risco evidenciado pela alta dos principais índices globais de ações.
“O contexto para o Brasil permanece positivo, apesar de o Ibovespa ter apresentado leve correção, o panorama favorável ao real é reforçado pelo ingresso de recursos estrangeiros no mercado brasileiro — que já somam cerca de R$ 38 bilhões na B3 desde janeiro — atraídos pelo diferencial de juros e pela continuidade do movimento de rotação geográfica/setorial global”, explica Shahini.
Além disso, segundo o especialista da Nomad, no campo político, a percepção de maior equilíbrio na disputa eleitoral contribuiu para a redução dos prêmios de risco, sustentando o fluxo para ativos locais.
No cenário externo, Shahini observa que o mercado também assimilou de forma positiva a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos relacionada às tarifas comerciais, movimento que favorece economias exportadoras e amplia a pressão baixista sobre o dólar.
O que mexeu com o dólar hoje?
No exterior, o S&P 500 e o Nasdaq atingiram máximas de duas semanas nesta quarta-feira (25), com as ações de tecnologia em alta enquanto os investidores avaliavam os riscos para o ciclo de investimentos em inteligência artificial (IA) e as crescentes incertezas tarifárias antes da divulgação dos resultados da Nvidia.
Além disso, as negociações entre Irã e Estados Unidos seguem no radar do mercado. O presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou ver chance de um bom resultado na terceira rodada de negociações com os Estados Unidos, enquanto uma delegação partia para Genebra para negociações sobre o programa nuclear de Teerã.
O enviado Steve Witkoff e o genro do presidente dos EUA, Jared Kushner, devem se reunir com a delegação iraniana, liderada pelo ministro das Relações Exteriores Abbas Araqchi, em Genebra, na quinta-feira (26).
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No cenário doméstico, o mercado acompanhou a nova pesquisa sobre as eleições no Brasil, divulgada nesta manhã pela Atlas/Bloomberg, mostrando empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro ao Planalto.
*Com informações da Reuters