Dólar

Dólar cai a R$ 5,17 após dados de inflação fracos nos EUA e no Brasil

25 jun 2026, 17:06 - atualizado em 25 jun 2026, 17:13
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(Imagem: Nelson_A_Ishikawa/Getty Images)

O dólar ganhou perdeu força após os dados mais benignos de inflação tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil.

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Nesta quinta-feira (25), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1782, em queda de 0,46%.



O dólar seguiu o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com queda de 0,15%, aos 101,461 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

O mercado de câmbio acompanhou os dados de inflação nos EUA e no Brasil e os desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

Nos Estados Unidos, o Índice de Preços para Gastos com Consumo Pessoal (PCE), o indicador preferido de inflação do Federal Reserve (Fed), avançou 0,4% em maio na comparação com abril, quando também registrou alta de 0,4%. A estimativa era de variação positiva de 0,5%, segundo economistas consultados pela Dow Jones.

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Já no acumulado em 12 meses até maio, o PCE acelerou para alta de 4,1%, ante 3,8% em abril. O número veio em linha com o esperado pelo mercado. A leitura dentro do esperado trouxe alívio para os Treasuries e para a moeda em âmbito global.

Já no cenário doméstico, a prévia da inflação de junho, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), desacelerou a 0,41% em junho, após registrar alta de 0,62% em maio. O número veio abaixo das estimativas da pesquisa Projeções Broadcast, que indicava avanço de 0,44%.

No acumulado em 12 meses, porém, o IPCA-15 acelerou de 4,64% em maio para 4,80% em junho, ligeiramente abaixo das estimativas da pesquisa (4,83%).

LEIA MAIS: IPCA-15: Prévia da inflação avança 0,41% em junho, abaixo das expectativas

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Além disso, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, considerou que a reação negativa do mercado ao comunicado recente do Copom decorre mais de um nível elevado de detalhamento do que de falta de transparência na comunicação da autoridade monetária.

“Tivemos excesso de explicação, e não falta”, disse Galípolo, ao comentar as críticas sobre a forma como o BC apresentou cenários e alternativas à trajetória dos juros no Relatório de Política Monetária (RPM) e na ata do Comitê de Política Monetária (Copom).

No RPM divulgado pelo Banco Central (BC), a autarquia apontou que a probabilidade de um estouro do teto da meta de inflação, de 4,5%, passou de 30% no relatório de março para 79% no de hoje.

Estreito de Ormuz no radar

No front geopolítico, a Guarda Revolucionária do Irã atacou um navio de carga com bandeira de Cingapura no Estreito de Ormuz, segundo duas fontes norte-americanas ao jornal Wall Street Journal. O ataque aconteceu horas após um aviso do Irã para que embarcações evitassem passar pela hidrovia.

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Como reflexo, os contratos futuros do petróleo Brent para setembro, referência no mercado internacional, fecharam em baixa de 3,81%, a US$ 73,87 o barril, negociados na Intercontinental Exchange (ICE) de Londres, interrompendo três dias de queda.

O movimento da commodity voltou a pressionar o dólar que reduziu as perdas durante a tarde.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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