Dólar avança 0,3%, a R$ 5,13, com incertezas geopolíticas e busca por ativos seguros
O dólar à vista (USDBRL) ganhou força ante o real, em linha com o movimento observado no exterior, em sessão marcada por nova rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã e busca por ativos considerados seguros.
Nesta quinta-feira (26), a moeda norte-americana encerrou a R$ 5,1389 (+0,27%).
Às 17h02 (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra, avançava 0,09%, aos 97.793 pontos.
Segundo o especialista em investimentos da Nomad, Bruno Shahini, a alta do dólar frente ao real reflete um movimento principalmente associado a ajuste técnico antes da formação da Ptax de fim de mês.
“A correção também refletiu um ambiente externo mais cauteloso, diante das incertezas envolvendo as negociações nucleares entre Estados Unidos e Irã, que elevaram a aversão ao risco e sustentaram demanda no mercado por proteção”, observa.
Além disso, Shahini destaca que a piora do humor em Wall Street contribuiu para o fortalecimento da moeda americana. Dessa forma, o movimento interrompeu a sequência de cinco quedas do dólar frente o real, com um recuo acumulado de cerca de 2,20%, diz.
O que mexeu com o dólar hoje?
No exterior, Wall Street operou sem direção única, com o S&P 500 e o Nasdaq em queda, em uma reação morna aos resultados robustos divulgados pela Nvidia na quarta-feira (25), enquanto investidores continuam avaliando os riscos relacionados à inteligência artificial (IA).
Os investidores também acompanharam de perto os desdobramentos da terceira rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã sobre o programa nuclear iraniano, com o petróleo apresentando volatilidade no mercado.
A expectativa é de que uma nova rodada de negociações entre os dois países seja realizada na próxima semana em Viena.
No cenário doméstico, a temporada de balanços apresentou reação mista no pregão de hoje, com Marcopolo (POMO4) avançando quase 5% após lucro acima do esperado, enquanto Rede D’Or (RDOR3) perdia mais de 3%.
Mais cedo, a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) caiu 0,73% em fevereiro, mais do que o esperado pelo mercado e revertendo a alta de 0,41% registrada em janeiro, diante do forte recuo dos preços no atacado.
*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo