Dólar

Dólar fecha próximo da estabilidade a R$ 5,24 com dados de emprego nos EUA

04 fev 2026, 17:20 - atualizado em 04 fev 2026, 17:29
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(Imagem: REUTERS/Dado Ruvic)

O dólar à vista (USDBRL) ficou próximo da estabilidade com dados fracos do mercado de trabalho privado dos Estados Unidos, conversa entre os presidentes dos EUA e China e cenário eleitoral brasileiro.

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Nesta quarta-feira (4), a moeda norte-americana encerrou a R$ 5,2495 (-0,01%). 



O movimento destoou da tendência vista no exterior. Às 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra, subia 0,20%, aos 97,6390 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

O câmbio acompanhou dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos, enquanto os investidores monitoraram novos desdobramentos geopolíticos.

Por lá, a criação de vagas no setor privado norte-americano, divulgada hoje pela ADP, aumentou menos do que o esperado em janeiro.

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Houve abertura de 22.000 postos de trabalho no setor privado no mês passado, após criação revisada para baixo de 37.000 em dezembro. Os economistas consultados pela Reuters previam 48.000 vagas em janeiro, após 41.000 em dezembro informadas antes.

Já o setor de serviços dos Estados Unidos manteve o ritmo em janeiro, a 53,8, segundo pesquisa da ISM. As empresas, porém, pagaram mais pelos insumos, sugerindo que a inflação dos serviços poderá ganhar força após uma tendência de desaceleração nos últimos meses.

Além disso, o presidente dos EUA, Donald Trump, conversou com o presidente chinês, Xi Jinping, ao telefone também nesta quarta-feira, antes de visita prevista de Trump à China em abril e horas após reunião virtual de Xi com o presidente russo, Vladimir Putin.

Segundo Trump, os dois líderes tiveram “uma longa e profunda conversa” sobre comércio, questões militares, Taiwan, a guerra da Rússia na Ucrânia, o Irã, entregas de motores de avião e compras de petróleo e gás pela China dos Estados Unidos.

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O presidente norte-americano afirmou ainda em entrevista à NBC News que o Líder Supremo do Irã, aiatolá Khamenei, deveria estar “muito preocupado” neste momento, o que pode ser classificado como uma nova ameaça contra Teerã em meio às negociações em andamento entre os dois países.

“O Irã está um caos por nossa causa. Nós eliminamos o programa nuclear deles e se não o tivéssemos feito não haveria paz no Oriente Médio”, disse Trump, acrescentando que as negociações continuam.

No cenário doméstico, o cenário eleitoral concentrou as atenções. Pela manhã, a pesquisa Meio/Ideia apontou que o senador Flávio Bolsonaro avançou nas intenções de voto e agora aparece tecnicamente empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um cenário de segundo turno das eleições de 2026.

O levantamento aponta que Lula tem 45,8% das intenções de voto, contra 41,1% de Flávio Bolsonaro. Ao considerar a margem de erro de 2,5 pontos porcentuais para mais ou para menos, os dois candidatos estão empatados.   

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O Brasil também registrou fluxo cambial positivo de US$ 5,086 bilhões em janeiro, segundo dados preliminares divulgados hoje pelo Banco Central (BC), impulsionado pela forte entrada líquida de recursos no país na semana passada, de US$ 4,180 bilhões, em especial na bolsa.

Em dezembro de 2025, houve saída líquida de US$ 12,191 bilhões.

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo 

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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