Dólar

Dólar engata nova queda e fecha a R$ 5,38 com commodities metálicas e Venezuela no radar

06 jan 2026, 17:04 - atualizado em 06 jan 2026, 17:10
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(imagem: Getty Images)

O dólar engatou uma nova queda com a valorização das commodities metálicas e os desdobramentos da ação militar dos Estados Unidos na Venezuela no radar, em dia de liquidez reduzida e volume baixo de negócios. 

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Nesta terça-feira (6), o dólar à vista (USDBRL) encerrou a sessão a R$ 5,3800, recuo de 0,47%. 



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O movimento destoou da tendência externa. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, subia 0,30%, aos 98.567 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

O real ganhou força ante o real com apoio das commodities. Países emergentes e exportadores de commodities, como o Brasil, são impactados positivamente através do aumento dos preços desses produtos, como foi o caso do minério de ferro, que encerrou as negociações no maior nível em cinco meses, com a tonelada cotada a 801 yuans (US$114,77). 

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O mercado também reagiu a dados econômicos. O Brasil encerrou 2025 com saldo positivo de US$ 68,293 bilhões na balança comercial, terceiro melhor resultado anual já registrado. O ano contou com um recorde de exportações e um crescimento mais forte das importações, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O superávit ficou acima das previsões do governo. O MDIC previa um saldo positivo de US$ 60,9 bilhões, em estimativa informada em outubro.

O ministério também apresentou sua projeção para o saldo comercial em 2026, estimando um resultado positivo de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões.

Para a economista da XP, Luíza Pinese, o superávit comercial foi ligeiramente menor em 2025. “Os volumes ainda elevados de importações compensaram o forte desempenho das exportações”, afirmou.

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Ela ainda considera que a queda dos preços do petróleo adiciona viés baixista à projeção da XP de balança comercial de US$ 69,0 bilhões em 2026.

Durante a coletiva de imprensa sobre a balança comercial, o ministro e vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que, embora a Venezuela tenha uma grande reserva de petróleo, um eventual aumento nas vendas do produto após intervenção dos Estados Unidos no país dependerá de investimento, não sendo algo que pode ser feito “em 24 horas”.

Segundo ele,  as exportações de petróleo do Brasil devem crescer neste ano por causa da exploração do pré-sal.

Já em relação ao fluxo comercial entre os dois países, Alckmin disse que a Venezuela hoje responde por apenas 2% do Produto Interno Bruto (PIB) da América do Sul, sendo pouco relevante para o comércio exterior do Brasil.

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No exterior, os investidores operaram à espera de novos dados econômicos dos EUA, enquanto monitoram os possíveis desdobramento da ação militar norte-americana na Venezuela. Na próxima sexta-feira (9), o Departamento do Trabalho dos EUA divulga o relatório oficial de empregos (payroll) de dezembro e consolidado de 2025.

*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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