Dólar

Dólar perde força com ‘payroll’ fraco e fecha a R$ 5,24, mas salta 2% na semana

06 mar 2026, 17:03 - atualizado em 06 mar 2026, 17:21
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(Imagem: Nelson_A_Ishikawa/Getty Images)

O dólar perdeu força, depois de altas consecutivas, com a “surpresa” dos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos e a disparada do petróleo em meio a escalada das tensões no Oriente Médio. 

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Nesta sexta-feira (6), o dólar à vista (USDBRL) encerrou a sessão a R$ 5,2438, com queda de 0,82%. 



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O movimento acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com baixa de 0,35%, aos 98,967 pontos.

Na semana, o dólar acumulou valorização de 2,14% sobre o real. 

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O que mexeu com o dólar hoje?

O conflito no Irã completou uma semana sem expectativas de um acordo para o fim do conflito. Mas o que enfraqueceu o dólar ante as moedas globais foi o mercado de trabalho dos Estados Unidos mais fraco do que o esperado.

O relatório oficial de empregos norte-americano, o payroll, apontou o corte de 92 mil vagas de emprego em fevereiro, ante a expectativa de criação de 55 mil vagas no período. A taxa de desemprego também subiu de 4,3% para 4,4% no mês. Os dados de janeiro e dezembro também foram revisados para baixo.

Em reação, o mercado passou precificar a retomada de corte nos juros pelo Fed a partir de julho, com uma redução inicial de 0,25 pontos-base. Antes do dado, a aposta majoritária era de que o Banco Central voltaria a adotar a política de afrouxamento monetária apenas em setembro.

“Do ponto de vista de política monetária, o número mais fraco e as revisões negativas podem contribuir para reabrir espaço para cortes de juros, especialmente após uma semana em que o mercado havia reduzido significativamente essas apostas”, afirmou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em nota.

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“Ainda assim, o cenário permanece marcado por elevada incerteza. A escalada do conflito envolvendo  o Irã, com potencial impacto sobre preços de energia e inflação global, adiciona um novo elemento de risco ao ambiente macro, deixando o Federal Reserve diante de um quadro mais complexo entre sinais de enfraquecimento do mercado de trabalho e possíveis pressões inflacionárias vindas do lado geopolítico”, acrescentou Shahini.

Conflito no Irã

Em uma nova escalada das tensões no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que coordenou ataques ao país persa com Israel desde o último sábado (28), exigiu a “rendição incondicional” do Irã.

“Não haverá acordo com o Irã, a não ser que haja RENDIÇÃO INCONDICIONAL!”, escreveu Trump em uma publicação em sua rede social Truth nesta sexta-feira. 

Os comentários foram realizados horas depois de o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, anunciar que “alguns países “haviam iniciado os esforços de mediação, um dos primeiros sinais de qualquer iniciativa diplomática para encerrar o conflito. Em mensagem enviada via Telegram, ele não especificou as nações envolvidas.

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A Casa Branca também afirmou que os Estados Unidos têm estoques de armas suficientes para atender às necessidades operacionais relacionadas ao conflito no Irã. Em entrevista coletiva, a porta-voz Karoline Leavitt ainda disse que o país “está bem encaminhado” para controlar o espaço aéreo iraniano.

Segundo ela, “os objetivos” dos EUA na região serão alcançados “entre quatro a seis semanas”. Em outras ocasiões, Trump  já manifestou o desejo de ser envolvido na escolha do próximo líder do Irã, assim como na Venezuela.

Em reação, os preços do petróleo dispararam e o Brent superou a marca de US$ 90 o barril – o que favoreceu também moedas emergentes, como o real, já que o Brasil é um exportador de commodities.

*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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