Dólar tem leve alta a R$ 5,15 com ultimato de Trump ao Irã
O dólar à vista ganhou força ante o real, em uma sessão marcada pela expectativa de um acordo de paz no Oriente Médio após o ultimato do presidente norte-americano, Donald Trump.
Nesta terça-feira (7), o dólar à vista (USDBRL) terminou as negociações a R$ 5,1550, com leve alta de 0,17%.
O movimento destoou do desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com queda de 0,33%, aos 99,651 pontos.
O que mexeu com o dólar hoje?
A escalada de tensões no Oriente Médio continuou a concentrar o foco dos investidores.
Pela manhã, presidente dos Estados Unidos elevou o tom contra o Irã e disse que “toda uma civilização morrerá hoje à noite” se um acordo de cessar-fogo não fosse firmado ainda hoje, em publicação na rede social Truth.
O vice-presidente norte-americano, JD Vance, também afirmou que a guerra com o Irã será concluída “muito em breve” e indicou que Washington ainda espera avanços diplomáticos até o prazo final imposto pelo presidente Donald Trump, às 21h (de Brasília).
No início da tarde, o New York Times noticiou que o Irã suspendeu as negociações com os EUA e também informou ao Paquistão, mediador das tratativas entre os dois países, que não participará de mais conversas sobre um cessar-fogo.
Já na reta final do pregão, o Pasquistão pediu para Trump estender o prazo de tratativas por duas semanas.
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse que os “os esforços diplomáticos para uma resolução pacífica da guerra em curso no Oriente Médio estão progredindo de forma constante, firme e eficaz, com potencial para alcançar resultados substanciais em um futuro próximo”, em publicação na rede social X.
Dados locais
Em segundo plano, os investidores reagiram a dados domésticos. Entre eles, a balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 6,405 bilhões em março, segundo dados divulgados nesta terça-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
O valor foi alcançado com exportações de US$ 31,603 bilhões e importações de US$ 25,199 bilhões.
O resultado de março ficou abaixo da mediana das estimativas do mercado financeiro apontada na pesquisa Projeções Broadcast, de superávit comercial de US$ 7,55 bilhões, após saldo positivo de US$ 4,208 bilhões em fevereiro.
O MDIC também revisou as estimativas para 2026 e prevê saldo positivo de US$ 72,1 bilhões, próximo ao piso da projeção anterior, divulgada em janeiro.
*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters