Dólar

Dólar tem leve alta e fecha a R$ 5,38 à espera de IPCA e payroll

08 jan 2026, 17:09 - atualizado em 08 jan 2026, 17:30
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(Imagem: Pexels)

O dólar manteve o ritmo de véspera e engatou uma nova alta após dados dos Estados Unidos e na expectativa pelos números de inflação no Brasil.

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Nesta quinta-feira (8), o dólar à vista (USDBRL) encerrou a sessão a R$ 5,3890, alta de 0,04%. 



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O movimento acompanhou a tendência externa. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, subia 0,24%, aos 98.922 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

Nesta quinta-feira (8), o principal motivo para a alta do dólar foi a escalada dos rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasurys) – os juros projetados para a dívida do governo norte-americano –, após dados de comércio e desemprego. 

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Na seara comercial, o déficit comercial dos EUA sofreu uma forte contração em outubro, com redução de 39,0%, para US$ 29,4 bilhões – atingindo o nível mais baixo desde meados de 2009 com a queda das importações.

Os economistas consultados pela Reuters previam que o déficit comercial aumentaria para US$ 58,9 bilhões. A divulgação do relatório foi adiada devido à paralisação de 43 dias do governo.

Já entre os dados do mercado de trabalho, o número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego aumentou moderadamente na semana passada. Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 8.000 na semana encerrada em 3 de janeiro, para 208.000 em dado com ajuste sazonal, segundo o Departamento do Trabalho do país.

A previsão era de  210.000 pedidos para a última semana.

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Em linhas gerais, os yields dos Treasurys variam de acordo com a perspectiva dos investidores para a trajetória da taxa de juros da maior economia do planeta. Vale lembrar que a faixa atual dos juros está entre 3,50%% e 3,75% ao ano.

Dessa forma, o juro norte-americano ajuda a estabelecer o valor do dólar no mercado internacional — o que pode ser considerado também como custo de oportunidade de investimento em dólar.

Além do avanço nas taxas dos títulos norte-americanos, o mercado consolidou as expectativas de que o Federal Reserve (Fed), o Banco Central norte-americano deixará os juros inalterados até março. Agora, a previsão é de redução apenas em abril.

Os investidores também operaram à espera do relatório oficial de empregos, o payroll, de dezembro e do consolidado de 2025. O documento, referência do Fed para o mercado de trabalho, será divulgado amanhã (9).

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A ação militar norte-americana na Venezuela continou no radar dos investidores. Em entrevista ao jornal New York Times, o presidente Donald Trump afirmou o país deve supervisionar o território venezuelano e controlar o petróleo por anos. “Só o tempo dirá”, disse ele.

À espera do IPCA

Na expectativa por novos dados de inflação, o cenário doméstico foi movimentado por números da indústria.

Segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção industrial no Brasil ficou estável em novembro e frustrou a expectativa de um avanço de 0,2%, projetado por economistas, depois de uma alta de 0,1% em outubro.

Contra o mesmo mês do ano anterior, houve queda de 1,2%, ante expectativa de recuo de apenas 0,1%.

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Assim, a produção industrial, que teve resultados próximos ou iguais a zero em quase todos os meses de 2025, ainda está 14,8% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

“O resultado de novembro reafirma a tendência de desaceleração do setor industrial, que sofre de um problema duplo: a taxa elevada de juros e o tarifaço norte-americano, que mesmo com diversos recuos, ainda mantém a sobretaxa de 50% em boa parte da produção industrial exportada aos EUA”, afirmou o economista sênior André Valério, do Inter.

Para amanhã, o mercado espera que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelere 0,33% em dezembro na comparação mensal e encerrar 2025 em 4,27% – abaixo do limite da meta do Banco Central, mas acima do centro da meta de 3%.

*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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