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Dólar inverte sinal e recua para a faixa de R$5,50 com exterior benigno

13 jan 2022, 9:12 - atualizado em 13 jan 2022, 12:06
Dólar
Às 11:50 (de Brasília), o dólar à vista recuava 0,44%, a 5,5116 reais na venda (Imagem: unsplash/Giorgio Trovato)

O dólar devolveu ganhos registrados mais cedo e caía ante o real nesta quinta-feira, a caminho de registrar seu terceiro pregão consecutivo de perdas, em meio à fraqueza internacional da divisa norte-americana.

Às 11:50 (de Brasília), o dólar à vista recuava 0,44%, a 5,5116 reais na venda, depois de ter chegado a subir 0,36%, a 5,5560 reais na venda. Na mínima, bateu 5,5079 reais, baixa de 0,50%.

Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,46%, a 5,5310 reais.

Essa movimentação estava em linha com o comportamento do índice do dólar frente a uma cesta de rivais fortes, que caía 0,33%, a 94,695.

Nesta sessão, dados mostrando desaceleração na inflação ao produtor nos Estados Unidos somaram-se a uma leitura de preços ao consumidor na quarta-feira em linha com as expectativas –a qual, segundo especialistas, não aumentou a pressão sobre o banco central norte-americano para que aumente os juros mais vezes que o esperado neste ano, como parte dos mercados temia.

Os números da véspera mostraram que a inflação norte-americana acelerou para 7% nos 12 meses até dezembro de 2021, máxima em quase 40 anos.

“A perspectiva de que a inflação ao consumidor nos Estados Unidos seria a mais alta em décadas já estava dada, antecipada e devidamente precificada nos ativos financeiros”, disse a equipe de pesquisa da Levante Investimentos em nota. “Por isso, sua confirmação reduziu a incerteza dos investidores e aliviou a volatilidade.”

Em meio à inflação elevada e a sinais de aperto no mercado de trabalho, a visão predominante nos mercados é de que o Fed promoverá três aumentos de juros de 0,25 ponto percentual cada neste ano.

Apesar da melhora no desempenho de ativos de risco nos últimos dias, “acredito que ainda seja cedo para ‘cantar vitória'”, escreveu em blog Dan Kawa, diretor de investimentos da TAG Investimentos.

“Espero que o ano seja permeado de períodos de pressão negativa e receio com a retirada de liquidez por parte do Fed, que serão intercalados por momentos de recuperação e descompressão.”

Juros mais altos nos Estados Unidos elevam a rentabilidade dos títulos soberanos do país, tendendo a deixar ativos de mercados emergentes, de maior risco, menos atraentes.

Caso mantenha o comportamento desta manhã até o fim dos negócios, a moeda norte-americana registrará sua terceira queda diária consecutiva, depois de já ter acumulado baixa de 2,41% apenas nas últimas duas sessões. O dólar encerrou a quarta-feira a 5,5358 reais na venda, mínima desde 17 de novembro passado (5,5264 reais).

(Atualizada às 12:06)