E-agro, do Bradesco, prevê elevar em 25% crédito concedido em 2026
O E-agro, plataforma digital do Bradesco direcionada ao agronegócio, que oferece serviços financeiros e permite a compra de insumos e máquinas agrícolas, projeta aumentar em 25% o crédito rural concedido em 2026 após ter mais que dobrado o indicador no ano passado, para R$5,6 bilhões.
Lançado em 2023, o ambiente digital conta com a ampliação de serviços neste ano, como a entrada no mercado de crédito de Pessoa Jurídica e o suporte personalizado do Concierge E-agro, para ampliar a proximidade com o cliente, visando garantir o crescimento mesmo em um momento de taxas de juros elevadas e aumento da inadimplência no setor.
Neste contexto, E-agro também ampliou as garantias de financiamentos, tal como outras instituições. Mas a própria estrutura integrada da plataforma também garante monitoramento adequado dos riscos, afirmou Nadege Saad, head do E-agro, à Reuters.
“A nossa carteira é bastante saudável. A gente teve um pouco de aumento (de inadimplência), mas não foi algo gritante ou que tenha nos causado problemas não gerenciáveis”, disse a executiva, no dia em que a plataforma divulga seu balanço de 2025 na feira agropecuária Show Rural, em Cascavel (PR).
Na plataforma digital, que conta com 125 mil usuários ativos, clientes e não clientes do Bradesco têm acesso a soluções de crédito e também podem contratar serviços como a Cédula de Produto Rural (CPR) digital, podendo comprar produtos que vão de máquinas agrícolas a equipamentos de irrigação.
Essa estratégia, avalia a executiva, permitirá à E-agro ter um crescimento forte na originação do crédito apesar das expectativas de um ano com desempenho menos robusto para o agronegócio após recordes em 2025 em meio a preços mais baixos em 2026.
“O segredo é dar uma experiência mais simplificada ao produtor, porque é sempre mais dolorido para o produtor rural buscar crédito…”, disse Nadege, ressaltando que a jornada é digital, mas também há contato posterior junto aos clientes pelos especialistas da empresa.
“Quanto mais eu me relaciono com o produtor mais eu consigo baratear esse crédito…”, disse ela, lembrando que inteligência artificial embarcada na plataforma ajuda neste processo, enquanto a companhia também conta com agentes no campo para monitorar o setor.
A carteira de crédito do E-agro, que foca mais em pequenos e médios produtores, somou R$6,3 bilhões em 2025 e está dentro da carteira expandida de agronegócio do Bradesco, que supera R$130 bilhões e inclui grandes agricultores e agroindústrias, entre outros.