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Economistas consideram prudente governo retirar do Orçamento de 2018 receita da venda da Eletrobras

05 fev 2018, 9:16 - atualizado em 05 fev 2018, 9:16

A suspensão da receita de R$ 8 bilhões que viria da privatização da Eletrobras para compor o Orçamento Federal de 2018 é considerada prudente por economistas. O governo federal anunciou o bloqueio de R$ 16 bilhões. Parte viria da venda da holding estatal, mas o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, decidiu congelar os recursos porque o cronograma da venda ainda não está fechado. O professor de finanças Marcos Melo, do IBMEC, lembra também que o assunto ainda está em discussão no Congresso Nacional.

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“É prudente, sim, fazer o bloqueio com relação à possibilidade de venda da Eletrobras, e tem um projeto no Congresso, que ainda precisa ser aprovado. E o próprio dinamismo do mercado e questões políticas podem fazer alterar as condições de venda da Eletrobras, alterando, assim, a arrecadação que se espera obter.”

O contingenciamento será feito por meio de um corte linear, ou seja, na mesma base para todos os ministérios. O governo federal anunciou que somente os gastos do Executivo vão ser afetados. Emendas parlamentares não devem ser atingidas. Segundo o presidente do Conselho Federal de Economia, Júlio Miragaia, a decisão se relaciona com o ano eleitoral.

“Nenhum governo vai dizer, em um ano eleitoral, que ele vai sacrificar emendas parlamentares. Os parlamentares precisam do governo, e o governo precisa desses parlamentares. Ele precisa desses parlamentares para votar a reforma da Previdência e outros projetos de interesse do governo que vão aparecer mais à frente. Então, a chance de sacrificar emendas parlamentares é muito reduzida.”

Segundo Miragaia, outra previsão que deve ser afetada pelo ano eleitoral é o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 3%, percentual atualizado nessa sexta-feira (2), pelo Ministério do Planejamento, que antes tinha previsto 2,5%.

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“Como o cenário externo é favorável, fica dependendo do cenário politico interno. A questão da eleição. Para o mercado, se viabilizar uma candidatura de oposição forte, uma oposição em relação à agenda que o mercado coloca, evidentemente, isso vai ter impacto na economia, no grau de investimento…”

Os dois economistas afirmam que o orçamento ainda deve sofrer mudanças de acordo com o comportamento da arrecadação e o desempenho do mercado. O desafio, além de respeitar a meta de deficit fiscal de R$ 159 bilhões, é também obedecer o teto de gastos. O orçamento já está quase no limite estabelecido pela emenda constitucional sancionada no fim de 2016.

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