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EcoRodovias (ECOR3) foca execução e prioriza capex contratado: ‘é onde está o retorno’

08 abr 2026, 12:55 - atualizado em 08 abr 2026, 12:55
ecorodovias
(Imagem: Unsplash/@sebastian_polar)

Após um ciclo de expansão acelerado, a EcoRodovias (ECOR3) entrou em uma nova fase focada na execução dos contratos já conquistados, com prioridade na entrega de investimentos e captura de valor do portfólio.

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“A principal alocação de capital é executar os contratos. É isso que realiza o retorno”, afirmou o CEO Marcello Guidotti, durante o 12th Annual Brazil Investment Forum, do Bradesco BBI, nesta quarta-feira (8).

Segundo o executivo, o crescimento recente — com as novas concessões — alongou significativamente o perfil dos ativos, com contratos que chegam a 20 ou 30 anos. Isso exige planejamento mais robusto, mas também abre espaço para ganhos de escala.

A companhia investiu cerca de R$ 18 bilhões nos últimos quatro anos e segue com um ritmo elevado de desembolsos. A expectativa, segundo Guidotti, é manter investimentos anuais na casa de R$ 5 bilhões a R$ 6 bilhões, além de novos projetos que podem adicionar entre R$ 8 bilhões e R$ 9 bilhões em capex ao portfólio.

“Não caímos de paraquedas. Tudo foi planejado”, disse o executivo, ao destacar que a estratégia inclui uso intensivo de tecnologia, parcerias com fornecedores e planejamento antecipado para mitigar riscos como inflação e aumento de custos.

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EcoRodovias mais seletiva

Após participar ativamente de leilões nos últimos anos, a EcoRodovias deve adotar uma postura mais seletiva daqui para frente. A estratégia da companhia é focar no próprio portfólio e em oportunidades específicas, em um modelo que o executivo definiu como “cherry picking”.

“Participamos de muitos projetos, mas fomos seletivos. Isso vai continuar”, afirmou.

Um dos principais vetores de crescimento passa a ser os aditivos contratuais, que ampliam investimentos e receitas dentro das concessões existentes. Entre os destaques está o projeto de uma terceira ligação entre São Paulo e o Porto de Santos, considerado um dos principais investimentos em discussão.

“A alocação de capital estará dedicada aos contratos existentes”, disse.

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Guidotti também destacou avanços no ambiente regulatório, com maior clareza nas regras e melhorias operacionais. Segundo ele, houve evolução em pontos como revisão de parâmetros contratuais, padronização de fiscalização e incorporação de novas tecnologias.

Para a companhia, o principal desafio não é mais ganhar concessões, mas executar os projetos com eficiência, controlando custos e garantindo retorno. “Infraestrutura é execução. É isso que gera valor”, disse.

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
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