Mercados

‘Efeito Flávio’ continua a fazer preço e Ibovespa renova recorde aos 209 mil pontos

09 out 2026, 12:22 - atualizado em 09 out 2026, 12:27
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(Imagem: iStock)

O Ibovespa (IBOV) ‘ganhou’ mais de 3,4 mil pontos nas primeiras horas do pregão com a continuidade do ‘trade eleitoral’.

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Por volta de 11h45 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira atingiu os 209.713,45 pontos, com alta de 1,69%, em novo recorde nominal histórico.

A máxima intradia anterior foi registrada na última segunda-feira (5), dia seguinte ao primeiro turno das eleições, aos 209.605,70 pontos.

Segundo analistas, o forte movimento de alta deve-se a possível alternância de poder na Presidência após a surpresa de Flávio Bolsonaro (PL) à frente numericamente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno e uma possível vitória em segundo turno, em 25 de outubro.

O otimismo, por sua vez, é renovado pelas primeiras pesquisas de intenção de votos. Ontem (8), no início da noite, Flávio apareceu na liderança, com 49%, contra 45% do presidente Lula, na primeira pesquisa do Instituto Datafolha para o segundo turno das eleições presidenciais. O cenário é de empate técnico no limite da margem de erro de 2 pontos porcentuais.

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Já a AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta manhã, também mostrou o senador na liderança, com 51,1%, contra 45,7% de Lula.

Considerado mais favorável ao mercado, o filho do ex-presidente também é o favorito do mercado para vencer a disputa pela Presidência no segundo turno, em 25 de outubro.

“O mercado está precificando a maior probabilidade de mudança de governo e expectativa de mudanças também no cenário fiscal”, afirma Ian Arbetman, analista da Ativa Investimentos.

Nos últimos dias, reportagens sobre possível pacote de contenção de despesas de até R$ 250 bilhões em uma eventual gestão Flávio impulsionaram as expectativas de ajustes nas contas públicas. “A dimensão e a viabilidade política desse corte ainda não estão confirmadas”, chama a atenção Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora.

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“O mercado precisará avaliar como eventuais cortes seriam conciliados com compromissos envolvendo aposentadorias, benefícios sociais, saúde, educação e emendas parlamentares”, acrescenta Mollo.

Gringo na Bolsa

A disparada do Ibovespa para novos recordes também é patrocinada pelos estrangeiros.

O iShares MSCI Brazil (EWZ), que é um fundo de índice (ETF, na sigla em inglês) negociado na Bolsa de Nova York (NYSE) que replica o desempenho do mercado acionário brasileiro, salta mais de 2% nesta sexta-feira, a US$ 43,53, próximo do recorde registrado no início da semana.

No mês, os investidores estrangeiros aportaram R$ 13 bilhões na B3, sendo R$ 10,1 bilhões apenas no dia seguinte ao primeiro turno das eleições.

IPCA em segundo plano

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,82% em setembro, acima da expectativa do mercado e após um recuo de 0,32% no mês anterior.

No acumulado dos 12 meses, a inflação subiu 4,58% — acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central (BC), que é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Com o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de agosto, a energia elétrica residencial saltou 7,98%, sendo o principal impacto individual no índice do mês (0,32 p.p);

A reação se limitou, timidamente, à ponta curta da curva de juros futuros, que opera próximo da estabilidade.

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“O resultado representa um contraponto à euforia recente com a possibilidade de cortes mais intensos da Selic. Embora a perspectiva de melhora fiscal possa contribuir para a redução dos juros futuros, a inflação acima do teto da meta limita o espaço para uma flexibilização monetária mais agressiva”, avalia Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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