Comprar ou vender?

Small caps reciclou ativos, reduziu dívida e ganhou fôlego — agora os analistas veem potencial de alta de 30%

13 fev 2026, 10:23 - atualizado em 13 fev 2026, 10:23
Condomínio logístico localizado em Seropédica (RJ) (Imagem: divulgação/GGRC11)
Condomínio logístico localizado em Seropédica (RJ) (Imagem: divulgação/GGRC11)

O JP Morgan elevou a recomendação da LOG Commercial Properties (LOGG3) de neutra para overweight (equivalente à compra) e revisou o preço-alvo para dezembro de 2026 de R$ 28 para R$ 34 por ação, o que representa um potencial de valorização de cerca de 30% em relação ao último fechamento.

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A mudança reflete, segundo o banco, um alinhamento entre o cenário macroeconômico e os fundamentos da companhia. De um lado, a expectativa de início do ciclo de queda da Selic, com projeção de a taxa encerrar 2026 em 11,5% e 2027 em 9%, ante os atuais 15%.

Do outro, a execução operacional da LOG, que anunciou um memorando de entendimento para a venda de 12 ativos por R$ 1,05 bilhão, já superando o plano anual anterior de desinvestimentos, estimado em cerca de R$ 900 milhões.

Para o JP, o movimento reforça a capacidade da empresa de financiar seu crescimento ao mesmo tempo em que reduz a alavancagem. A projeção é de que a relação entre dívida líquida e Ebitda caia para 2,0 vezes ao fim de 2026, ante 2,9 vezes no fim de 2025.

O banco também destaca a sensibilidade da companhia à trajetória dos juros. Pelos cálculos da equipe, cada corte de 0,50 ponto percentual na Selic adiciona aproximadamente R$ 5 milhões ao FFO (Funds From Operations, indicador que mede a geração de caixa operacional das empresas imobiliárias) projetado para 2027, o equivalente a um incremento de cerca de 4% no cenário-base.

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Apesar de negociar a múltiplos mais elevados do que empresas de shopping centers, o banco gringo avalia que o prêmio é justificável diante do crescimento esperado da área bruta locável e da estratégia de reciclagem de ativos, que tem gerado margens relevantes nas vendas.

No entanto, existem riscos. Uma eventual demora maior no processo de queda dos juros, desinvestimentos abaixo do esperado ou pressões sobre custos de construção e crescimento de aluguel pressionam a tese. Ainda assim, para o banco, o momento marca uma inflexão positiva para a tese da companhia no segmento de galpões logísticos.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua há 3 anos na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua há 3 anos na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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