Eleições 2026: 18 governadores estão ‘impedidos’ de buscar novo mandato e candidatura ao Senado é a principal opção
O calendário eleitoral de 2026 entra na fase final do período de janela para troca de partidos e para a desincompatibilização de membros do Executivo para serem candidatos ou candidatas em outubro. No comando dos Estados, 18 dos 27 governadores brasileiros estão impedidos por lei de buscar a reeleição – um terceiro mandato consecutivo é proibido – e a maioria deixará os cargos até sábado (4), prazo final.
A lista dos “impedidos” traz pré-candidatos a presidente da República, como Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), nomes que anunciaram a permanência até o fim do mandato, como Ratinho Junior (PSD), e aquele que renunciou para tentar escapar da inelegibilidade antes de ter seu cargo cassado: Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro.
Quem são os impedidos
Sudeste: Romeu Zema (MG), Cláudio Castro (RJ) e Renato Casagrande (ES).
Sul: Ratinho Junior (PR) e Eduardo Leite (RS).
Centro-Oeste: Ronaldo Caiado (GO), Mauro Mendes (MT) e Ibaneis Rocha (DF).
Nordeste: Fátima Bezerra (RN), Paulo Dantas (AL), João Azevêdo (PB) e Carlos Brandão (MA)
Norte: Helder Barbalho (PA), Wilson Lima (AM), Gladson Cameli (AC), Antonio Denarium (RR), Wanderlei Barbosa (TO) e Coronel Marcos Rocha (RO).
O salto para Brasília e Senado como caminho natural
Para a maioria desses governadores, o caminho natural é o Senado Federal. Com duas vagas em disputa por estado em 2026, a Câmara Alta pode transformar em um verdadeiro “clube de ex-governantes”. Helder Barbalho (PA) e Ibaneis Rocha (DF) são cotados, por exemplo.
A vez dos vices
Com 18 governadores saindo, o papel dos vice-governadores ganha um protagonismo inédito. Estados como Minas Gerais, onde Mateus Simões (PSD) assumiu após a movimentação de Zema, e Goiás, com Daniel Vilela (MDB), tornam-se laboratórios de continuidade. No Distrito Federal, o Celina Leão (PP) assumiu o governo com a saída de Ibaneis e ganhou a vitrine necessária para tentar se reeleger.
A transferência de votos é uma incógnita. Em estados onde a polarização Lula-Bolsonaro dita o ritmo, a ausência de um “cacique” local no pleito pode abrir flancos para surpresas eleitorais, redesenhando o mapa de poder que emergiu em 2022.
Os candidatos e a candidata à reeleição
Um grupo de oito governadores e uma governadora cumpre seu primeiro mandato e, portanto, possui o direito legal de buscar a reeleição em outubro.
São eles Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, Jerônimo Rodrigues (PT), da Bahia, Raquel Lyra (PSD), de Pernambuco, Eduardo Riedel (PSDB), Mato Grosso do Sul, Rafael Fonteles (PT), do Piauí, Elmano de Freitas (PT), do Ceará e Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina, Fábio Mitidieri (PSD), de Sergipe e Clécio Luís (Solidariedade), do Amapá.
Apesar de estarem legalmente aptos a disputar a reeleição, é possível que o cenário eleitoral e pressões partidárias impeçam um ou outro candidato de disputar o novo mandato. Uma resposta que só será dada após as convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto, e o registro das candidaturas, até 15 de agosto.