Política

Eleições 2026: 22 casais conseguiram vitória conjunta nas urnas

06 out 2026, 19:10
Sergio e Rosangela Moro. Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

As eleições de 2026 consagraram uma estratégia de expansão política baseada no compartilhamento de votos no ambiente familiar. Um levantamento realizado com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e registros públicos dos candidatos aponta que 22 casais conseguiram se eleger, considerando tanto cargos executivos e legislativos em todo o país.

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O PL se posicionou como a principal legenda a usar essa dinâmica, ao eleger oito dessas dobradinhas, seguido pelo MDB, com três casais, e por PSDB e PP, com dois cada.

A tática de urnas também rendeu vitórias para candidatos do Podemos, União Brasil, PSB, Republicanos, PCdoB, PV e em coligações mistas entre PSD e Podemos.

Família unida em Alagoas e Amapá

Em Alagoas, o PSDB conquistou os dois principais postos do Estado com a vitória de JHC para o governo, atingindo 52,20% dos votos válidos em primeiro turno, e de Marina JHC para o Senado, com 28,20% da preferência dos eleitores. A nova senadora, aliás, assume seu primeiro mandato tendo como primeira suplente a sogra, a atual senadora Eudócia Caldas.

Situação semelhante ocorreu no Amapá, onde Dr. Furlan (PSD) venceu a disputa governamental em primeiro turno, com 62,75% dos votos, enquanto sua esposa, a médica Rayssa Furlan (Podemos), garantiu uma cadeira no Senado, com 29,98% dos votos, tendo o cunhado Neto Furlan como seu primeiro suplente.

Casais eleitos no Pará e no Paraná

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No Paraná, o senador Sergio Moro e sua esposa, Rosangela Moro, ambos do PL, venceram disputas simultâneas: ele conquistou o Palácio Iguaçu, com 50,10% dos votos válidos, enquanto ela assegurou mandato de deputada federal, com 146.417 votos, após ter trocado seu domicílio eleitoral de São Paulo para solo paranaense.

No Pará, Daniel Santos (Podemos) elegeu-se governador no primeiro turno, com 51,36% dos votos, ao mesmo tempo em que sua esposa, a médica Alessandra Haber (Podemos), foi reeleita para a Câmara dos Deputados, com 272.856 votos.

Figuras polêmicas

A rodada eleitoral também garantiu assentos para nomes envolvidos em processos judiciais recentes. No Pará, o deputado federal Antônio Doido (MDB) foi reeleito, com 109.670 votos, enquanto sua esposa, Andréa Dantas (MDB), conquistou vaga na Assembleia Paraense, com 50.289 votos. A vitória da dupla ocorreu após o parlamentar ter sido alvo de buscas da Polícia Federal na Operação Igapó, em 2025.

Já no Paraná, o delegado Fernando Francischini (PL), que teve o mandato cassado pelo TSE em 2021, por disseminar desinformação sobre urnas, foi eleito deputado federal agora, com 53.207 votos (sob recurso), enquanto sua mulher, Flávia Francischini (PL), reelegeu-se deputada estadual, com 63.831 votos.

Mais dobradinhas

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O Norte concentrou outros casos de destaque. No Pará, Renilce Nicodemos (MDB) renovou sua vaga em Brasília, com 201.601 votos, enquanto o marido, Neném Albuquerque (MDB), foi eleito para a Assembleia Legislativa do Pará, com 57.823 votos.

No Tocantins, Eduardo Fortes e Kátia Chaves, do Republicanos, foram eleitos para atuar no mesmo plenário da Assembleia Legislativa, com 35.258 e 13.159 votos, respectivamente.

Em Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil) trocou o governo pelo Senado, com 1.187.352 votos, abrindo caminho para o primeiro mandato da esposa, Virginia Mendes, na Câmara Federal, com 102.120 votos.

Em São Paulo, o ex-prefeito de Santo André Paulo Serra (PSDB) elegeu-se deputado federal, com 132.866 votos, enquanto a esposa, Ana Carolina Serra (PSDB), obteve a reeleição estadual, com 132.881 votos, uma diferença de apenas 15 votos a favor da parlamentar.

Alianças Brasil afora

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No Ceará, o PL emplacou duas dobradinhas: Carmelo Neto foi eleito deputado federal, com 56.068 votos, e Bella Carmelo, deputada estadual, com 130.802 votos.

Já os médicos Dr. Jaziel e Dra. Silvana reelegeram-se para Brasília (64.870 votos) e Fortaleza (66.473 votos).

Também no Ceará, Tainah Marinho (PSB) tornou-se a mulher mais votada da história do estado para a Câmara Federal, com 265.585 votos, enquanto o marido, Romeu Aldigueri (PSB), reelegeu-se deputado estadual, com 112.303 votos.

Em Goiás, Flávia e George Morais (ambos do MDB) renovaram mandatos na Câmara (143.497 votos) e na Assembleia (51.528 votos).

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Em Minas Gerais, Junio Amaral (PL) obteve a reeleição federal, com 33.762 votos, sendo superado em votação pela esposa estreante, Marília Amaral (PL), que somou 42.874 votos para a Assembleia.

Em Mato Grosso do Sul, Rodolfo Nogueira e Gianni Nogueira (PL) conquistaram cadeiras na Câmara (103.303 votos) e na Assembleia (36.108 votos).

No Acre, Perpétua Almeida e Edvaldo Magalhães (PCdoB) garantiram vagas na Câmara (15.800 votos) e na Assembleia (9.273 votos).

No Rio Grande do Norte, Dr. Bernardo e Kaline de Dr. Bernardo (PV) dividiram mandatos na Câmara (130.835 votos) e na Assembleia (61.905 votos).

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Em Pernambuco, Clarissa Tércio e Pastor Júnior Tércio (PP) renovaram mandatos na Câmara (110.608 votos) e na Assembleia (75.534 votos).

Em Santa Catarina, Júlia Zanatta e Guilherme Colombo (PL) elegeram-se, com 560.223 e 76.041 votos.

Por fim, no Rio Grande do Sul, o PL garantiu vitórias com Giovani Cherini e Adri Cherini (234.171 e 129.492 votos), e o PP elegeu Covatti Filho para a Câmara (123.360 votos) e Nicole Weber Covatti para a Assembleia (43.239 votos).

* Sob supervisão de Maria Carolina Abe

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Matheus Marques é estudante de jornalismo no IESB. Ele atua como estagiário em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.
Matheus Marques é estudante de jornalismo no IESB. Ele atua como estagiário em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.

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