Eleições 2026: Como funciona o teste de integridade das urnas eletrônicas
Mesmo faltando meses para as eleições de outubro, o Brasil já se prepara para o pleito com medidas que reforçam a previsibilidade econômica e institucional do país.
No centro dessa preparação está o teste de integridade das urnas eletrônicas, realizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para assegurar que o sistema de votação funcione corretamente e que os resultados sejam confiáveis.
A medida ganhou relevância após as últimas eleições, quando a integridade das urnas foi questionada e candidatos chegaram a defender a volta do voto em papel. Hoje, o teste de integridade é considerado uma etapa crucial para garantir a lisura do processo democrático.
Como funciona o teste de integridade
O procedimento inclui diversas etapas:
- Verificação do software das urnas, garantindo que não houve alterações indevidas;
- Auditorias em urnas sorteadas aleatoriamente, conferindo a operação do sistema em diferentes regiões;
- Comparação entre votos digitais e registros impressos, para confirmar a consistência dos resultados;
- Testes de segurança conduzidos por especialistas externos, que buscam possíveis vulnerabilidades no sistema.
Além disso, o sistema brasileiro funciona totalmente offline, eliminando riscos de ataques cibernéticos remotos. Na véspera da eleição, 800 urnas são sorteadas para conferência, aumentando a auditabilidade em 25% em relação a 2022.
Durante a votação, os dados são conferidos em tempo real e cada seção recebe um Boletim de Urna impresso às 17h, permitindo conferência descentralizada e segura.
Fiscalização e confiança internacional
A fiscalização do processo envolve a Polícia Federal, as Forças Armadas e a Organização dos Estados Americanos (OEA), garantindo a validade das chaves criptográficas e reforçando a confiança internacional no pleito. O histórico de 24 anos sem divergências nos testes confirma a robustez e a segurança jurídica do sistema eleitoral brasileiro.
O teste de integridade das urnas não é apenas uma exigência técnica: é uma peça estratégica para preservar a estabilidade institucional, assegurar a confiança do mercado e manter o foco em políticas econômicas, mesmo durante o período eleitoral.
*Com supervisão de Juliana Américo