Eleições 2026

Eleições 2026: O que está em jogo para o futuro presidente do Brasil — e no que o investidor deve ficar de olho

04 jan 2026, 12:00 - atualizado em 02 jan 2026, 15:41
lula ibovespa bolsa rali fim de ano
(Imagem: Flickr/Ricardo Stuckert - Montagem: Giovanna Figueredo)

O Brasil terá eleições em outubro de 2026, mas a corrida foi antecipada e já exerce influência sobre as discussões do dia a dia — e do mercado financeiro.  

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Neste ano, os brasileiros escolherão quem será o futuro presidente da República, além dos governadores, deputados federais e estaduais — ou distrital, no caso do Distrito Federal — e duas vagas para o Senado.  

Apesar do cargo de presidente ser considerado a “jóia da coroa”, o Senado e a Câmara dos Deputados têm ganhado cada vez mais poder e protagonismo nas pautas que mexem com o bolso dos investidores. 

Veja a seguir o que está em jogo nas eleições do ano que vem: 

Eleições 2026: Turbulências à vista 

Na visão de Erich Decat, head de análises políticas da Warren, o principal fator que deve ser considerado para o investidor é que a turbulência será uma constante até o dia da eleição.  

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“A gente já começa o ano com muita volatilidade e especulação, especialmente envolvendo os nomes que devem encabeçar o jogo eleitoral”, comenta Decat.  

Se, por um lado, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já é o nome da chamada esquerda, por outro, a direita e a centro-direita ainda não escolheram seu representante.  

Não é surpresa que Tarcísio de Freitas (Republicanos), atual governador de São Paulo, era o nome preferido da Faria Lima, dividindo algum espaço com Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná, e Michelle Bolsonaro (PL), ex-primeira-dama.  

No entanto, a chegada de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro — e portanto, o nome da direita — embaralhou ainda mais o jogo.  

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Apesar do ex-presidente ter reiterado seu filho mais velho como candidato, ainda há chances de que a candidatura seja retirada, caso o nome não consiga aglomerar as siglas da centro-direita e direita. 

“A indefinição de Flávio como candidato vai permanecer até o começo de janeiro, e aí existem dois cenários”, comenta Decat. “Se Flávio permanecer como candidato, Tarcísio pode decidir apoiá-lo ou não. Caso contrário, o governador precisará tomar a decisão se irá disputar a eleição para governador ou presidente a partir de abril”.  

Privatizações e fiscal: o que estará em jogo 

Na visão do especialista da Warren, o investidor deve permanecer atento a questões ligadas à responsabilidade fiscal, reformas administrativas e privatizações.  

“A agenda dos candidatos é praticamente a mesma: de corte de gastos e equilíbrio fiscal, algo que também conversa com a privatização”.  

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Para Decat, existe a necessidade da criação de um novo marco fiscal, tendo em vista que o arcabouço proposto pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, parece dar sinais de esgotamento, em especial a partir de 2027.  

Isso porque, em caso de uma vitória da esquerda, será difícil equilibrar a tendência de maiores gastos sociais com a responsabilidade fiscal. Já no cenário de ia da centro-direita e direita, as metas de déficits orçamentários tendem a ser mais críveis.  

Já quando o assunto é privatização, a perspectiva não é tão positiva.  

Para o especialista da Warren, a desestatização de empresas públicas chegou a um limite, tendo em vista que as maiores — como a Sabesp e a Eletrobras — já foram privatizadas. 

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A próxima grande “joia da coroa” seria a privatização da Petrobras (PETR3;PETR4), mas, na visão de Decat, essa é uma pauta que deve ficar para depois.  

“Ainda existe uma identidade muito grande com a Petrobras com o público em geral, o que dificulta ainda mais a privatização. Então ela deve ficar para depois, mesmo com a vitória da centro-direita”, comenta.  

Para ficar de olho: o ‘pacote’ eleições 

Os analistas da Empiricus produziram um relatório com os possíveis cenários de 2026, apontando quais setores devem se beneficiar no caso de uma vitória da esquerda ou da alternância de poder.  

Lembrando que as indicações envolvem risco, sendo necessário adequar seu portfólio ao perfil de cada investidor. Veja:  

Cenário  Setores / Temas Favorecidos  Setores / Temas com Risco de Ficar para Trás 
Alternância de poder (centro/direita)  • Estatais e energia: Petrobras, Banco do Brasil (destravamento de valor)
• Financeiro: bancos e serviços (XP, BTG, Banco Mercantil)
• Mobilidade e logística: Localiza, Vamos, Simpar, Ecorodovias
• Construção civil: Cyrela
• Bens de capital: Randoncorp
• Energia e gás: Eneva 
• Saúde (piora marginal no sentimento)
• Telecomunicações e tecnologia (piora marginal)
• Imobiliário amplo (shoppings, outros)
• Bens de capital (visão agregada negativa, apesar de exceções)
• Infraestrutura (perdeu espaço como maior alocação) 
Continuidade (reeleição do governo atual)  • Exportadoras/dólar: Suzano (liderança absoluta)
• Financeiro privado: Itaú Unibanco
• Utilities (energia elétrica): Equatorial, Copel
• O&G independentes: PRIO, Eneva
• Bens de capital/indústria elétrica: WEG
• Logística ferroviária: Rumo
• Construção popular: Direcional
• Serviços industriais: Priner 
• Estatais (Petrobras, Banco do Brasil) – pouco citadas como vencedoras
• Bens de capital (sentimento negativo no agregado)
• Saúde, Telecom, Imobiliário amplo (piora marginal no heatmap) 

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
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