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Eleições 2026: Onde estão concentrados os eleitores mais jovens e os mais velhos do país

04 out 2026, 14:30
Regras do TSE definem o que pode e o que não pode levar para a cabine de votação (Bruno Peres/Agência Brasil)

A geografia do eleitorado brasileiro passa por uma mudança estrutural provocada pelo envelhecimento populacional, deslocando a presença dos eleitores mais jovens para longe do eixo central de votação do país.

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Dados levantados pelo Instituto Nexus com base nos registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que as regiões Sul e Sudeste, detentoras dos maiores colégios eleitorais do país, concentram hoje o menor percentual de votantes com idade entre 16 e 24 anos. Norte e Nordeste lideram entre jovens.

A distribuição das faixas etárias pelo território nacional expõe discrepâncias regionais acentuadas:

  • Estados com eleitorado mais envelhecido: o Rio Grande do Sul figura como o Estado mais “velho” das urnas, registrando apenas 9% de votantes com até 24 anos. Logo em seguida aparecem Rio de Janeiro (10%), São Paulo (11%), Minas Gerais (11%), Santa Catarina (11%), Paraná (11%) e Espírito Santo (11%).
  • Estados com maior proporção de jovens: na extremidade oposta, Roraima, Acre, Amapá e Amazonas lideram a representatividade jovem, com 18% de seus eleitores com até 24 anos, seguidos por Maranhão (17%), Pará (16%) e Tocantins (16%).

Disparidade numérica e ascensão da faixa sênior

Enquanto o eleitorado total brasileiro expandiu 17%, passando de 135,8 milhões para 158,8 milhões no período de 16 anos, a fatia de jovens despencou de 18,2% para 12,5%, perdendo 5,5 milhões de eleitores em termos absolutos (de 24,7 milhões para 19,2 milhões).

Em sentido inverso, a parcela de votantes com 60 anos ou mais teve um salto de 74% desde 2010, ultrapassando a marca de 36,8 milhões de eleitores e alterando o foco de atração das campanhas políticas em cenários de forte polarização.

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Para o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, os dados mostram que o eleitor jovem está perdendo espaço nos grandes centros eleitorais.

“O Brasil está diante de uma nova geografia eleitoral. Os mais jovens perderam espaço nos maiores colégios eleitorais do país, tirando-os do centro gravitacional das principais estratégias políticas”, observa Tokarski.

Mas Tokarski descarta a ideia de que os jovens não sejam importantes, mesmo num cenário de queda de engajamento de 22% na sua participação entre 2010 e 2026.

“Em um cenário de aguda polarização, em que a eleição de 2022 foi definida por menos de 2 milhões de votos de diferença entre Lula e Jair Bolsonaro, todo eleitor é estratégico”, pontua.

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* Com supervisão de Maria Carolina Abe

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Matheus Marques é estudante de jornalismo no IESB. Ele atua como estagiário em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.
Matheus Marques é estudante de jornalismo no IESB. Ele atua como estagiário em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.

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