Eleições 2026: quando devem sair as próximas pesquisas de intenção de votos
Nesta quarta-feira (25), deve ser divulgada uma nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg dando o tom sobre a corrida presidencial, de olho nas eleições de outubro. E não para por aí: as próximas semanas devem ter a divulgação de várias pesquisas de intenção de votos.
Confira o cronograma:
- AtlasIntel / Bloomberg: Divulgação em 25/02.
- CNT / MDA: Previsão de entrega em 26/02.
- Paraná Pesquisas: Dados registrados para 28/02.
- Meio / Ideia: Expectativa para o início de março (03 ou 04/03).
- Genial / Quaest: Rodada prevista para a segunda quinzena de março.
Para as legendas, esses dados funcionam como a fundação para o planejamento tático que será executado até a abertura das urnas em outubro.
Dados mostram o caminho
Os primeiros levantamentos do ano confirmam um cenário que o mercado político já previa: a polarização entre os dois campos tradicionais permanece enraizada na disputa pela Presidência da República.
As aferições mais recentes de institutos como Datafolha e Quaest apontaram um cenário de dificuldades para a chamada “terceira via”, que ainda não conseguiu romper o teto de um dígito nas intenções de voto.
Por outro lado, os polos à direita e à esquerda demonstram resiliência, mantendo suas bases de apoio consolidadas.
Um indicador que preocupa os estrategistas de campanha não é a preferência do eleitor, mas o índice de rejeição — hoje, o principal limitador para qualquer expansão de desempenho entre os postulantes ao cargo.
A resiliência de Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sustenta o favoritismo, conforme apontado pelos números de janeiro da Quaest e da AtlasIntel. Em diversos cenários de simulação, o atual ocupante do Planalto mantém estabilidade numérica, posicionando-se à frente dos demais adversários.
O ponto de atenção para o governo, contudo, é a curva de desaprovação. A rejeição ao chefe de Estado apresentou alta, atingindo 53%, contra 38% de aprovação.
Para analistas políticos, o movimento reflete um esfriamento do entusiasmo popular: em outubro, a margem era consideravelmente mais estreita, com 48% de desaprovação e 46% de aprovação.
A subida de Flávio Bolsonaro
Com as “chancelas” de Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL) consolida-se como o herdeiro direto do capital político da oposição. O parlamentar tem operado nos bastidores para se apresentar como uma alternativa que mantém o DNA conservador, mas com uma roupagem mais moderada na interlocução.
“Sou o Bolsonaro mais equilibrado”, afirmou o senador, em participação recente no Flow Podcast, evidenciando sua estratégia de atrair o eleitor de centro sem perder o núcleo duro do bolsonarismo.
O “Centro” em compasso de espera
As articulações de Gilberto Kassab (PSD) ainda não encontraram eco nas ruas. Os governadores Ratinho Júnior (PR), Ronaldo Caiado (GO) e Eduardo Leite (RS) enfrentam o desafio de nacionalizar suas imagens e romper as fronteiras de seus estados.
A dificuldade em “furar a bolha” regional também é sentida por Romeu Zema (Novo-MG). O governador mineiro, outrora visto como uma promessa de renovação da direita, ainda não converteu sua gestão em Minas Gerais em musculatura eleitoral competitiva nos cenários nacionais.
* Sob supervisão de Maria Carolina Abe