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Eleições ainda representam volatilidade passageira, não sinal estrutural para investimentos, dizem gestores

07 abr 2026, 18:49 - atualizado em 07 abr 2026, 18:49
Rodrigo Santoro, head de equities da Bradesco Asset
Rodrigo Santoro, head de equities da Bradesco Asset (Foto: Divulgação/Bradesco Asset)

A seis meses do pleito presidencial, parte dos gestores reafirma uma postura de cautela, classificando as movimentações políticas atuais mais como volatilidade passageira do que como sinais estruturais para investimentos.

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No 12º Fórum de Investimentos do Bradesco BBI, especialistas disseram que a ainda estão de fora das apostas eleitorais, com a leitura de que é cedo para traçar possíveis cenários.

Para os gestores convidados, o momento exige uma distinção rigorosa entre o “ruído”, que gera oscilações diárias de preços, e o “sinal”, que efetivamente embasa a tomada de decisão de longo prazo.

“Existe ainda muita incerteza sobre como vai se dar a disputa eleitoral até o momento da eleição. A gente não acredita em ‘treidar’, em negociar esses ruídos até a eleição”, afirmou Rodrigo Santoro, diretor de equities da Bradesco Asset Management.

A percepção dos gestores é de que o processo eleitoral, com debates e pesquisas de maior peso, só deve começar a partir de agosto ou setembro. Este será o momento de rever as estratégias de forma mais decisiva.

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Oposição no páreo

Embora o cenário político brasileiro esteja fragmentado entre “esquerda” e “direita”, o que torna prognósticos definitivos precoces, os gestores estão otimistas com as mudanças de ares que as últimas pesquisas eleitorais trouxeram.

Houve uma dissipação do temor inicial de vitória garantida do atual governo petista. Atualmente, os dados indicam um fortalecimento da oposição, o que é lido de forma positiva pelos agentes financeiros.

Para Santoro, no atual xadrez eleitoral, a intenção de voto direta tem menos peso do que a taxa de rejeição, que surge como indicador mais relevante para o monitoramento dos gestores.

“Vai ser uma disputa apertada. Dificilmente a gente vai ter um cenário óbvio, o que nos obriga a ter cautela. Não dá para fazer uma aposta agora porque não é um cenário 80-20″, afirmou André Caldas, sócio e gestor de ações da Springs Capital.

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Estatais não são mais o trade o eleitoral

Diferentemente de anos anteriores, em que ações de estatais como o Banco do Brasil (BBAS3) e a Petrobras (PETR4) eram trades óbvios, neste ano, essas empresas não estão apresentando descontos profundos para servirem como base de uma posição vitoriosa de um lado ou outro.

Diante desta mudança estrutural, para navegar esse período, o mercado tem priorizado três frentes de alocação:

  • Uso de Opções: Em vez de comprar ações diretamente, os gestores estão se valendo de Opções para fazer apostas direcionais com perda controlada e limitada ao custo da operação.
  • Dinheiro sobrando: A escolha por empresas com gestão sólida e, preferencialmente, com caixa líquido (mais dinheiro em caixa do que dívidas) também está no radar dos especialistas.
  • Bond Proxies e Energia: A exposição a empresas de energia e ativos que conseguem repassar a inflação ganhou mais força diante da guerra. É uma forma de se proteger caso o cenário macroeconômico global piore, pressionado pelos custos de energia.

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