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Elétrica gaúcha CEEE pede ao BNDES diversos modelos para privatização

09/12/2019 - 21:08
Torre de transmissão da Neoenergia
O processo deverá se guiar por decreto recente do governo federal que permite a renovação por 30 anos de concessões de geração em caso de privatização (Imagem: Pixabay)

O governo do Rio Grande do Sul e a elétrica estadual CEEE pediram ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que elabore diversos modelos diferentes para a privatização da companhia, esperada para meados de 2020, disse nesta segunda-feira o presidente da empresa de energia, Marco da Camino Soligo.

O executivo acrescentou que a ideia é vender em separado os ativos de geração e transmissão da companhia estadual, que fazem parte da subsidiária CEEE-GT, e os de distribuição, operados pela CEEE-D, cuja negociação é vista como mais complexa.

“O BNDES está em vias de começar (a preparar a modelagem da privatização)… pedimos ao BNDES ao menos três alternativas para modelagem para os ativos de distribuição, para o governador decidir”, disse Soligo a jornalistas.

Ele projetou que esses estudos devem estar prontos “em algum momento do primeiro semestre” de 2020, e que a privatização das duas subsidiárias deverá acontecer em leilões em separado, mas em um único dia.

O presidente da CEEE também afirmou que a empresa pretende pedir ao Ministério de Minas e Energia em janeiro a renovação antecipada da concessão de sua hidrelétrica de Itaúna, com 500 megawatts em capacidade.

O processo deverá se guiar por decreto recente do governo federal que permite a renovação por 30 anos de concessões de geração em caso de privatização de ativos estaduais, em troca do pagamento de um bônus de outorga ao Tesouro.

A ideia, porém, é que a hidrelétrica com a concessão renovada seja vendida em meio ao processo de desestatização já previsto para os ativos da CEEE, e não em separado.

“Nós não vamos vender nenhum ativo antes, nenhum ativo fora (do processo de privatização)”, afirmou Soligo.

Ele disse ainda que o bônus pela renovação do contrato da usina provavelmente seria pago pelo comprador dos ativos de geração e transmissão da CEEE, de maneira ainda a ser definida.

Mas o executivo também não descartou uma eventual cisão dos ativos de geração e transmissão da CEEE-GT para venda em separado, caso isso possa agregar valor. Segundo ele, todas alternativas serão avaliadas.

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Última atualização por Gustavo Kahil - 09/12/2019 - 21:08