Em 2026, escreva um livro
No ano passado, ouvi uma entrevista sensacional do Ruy Alves, gestor da Kinea Investimentos, no Market Makers: ele dizia, entre outras boas frases, que devemos “escrever mais e ler menos”.
“Grande parte do conhecimento que eu tenho não vem do que eu leio, vem do que eu escrevo”, disse ele.
Não era um convite para fazer o Fahrenheit 451 e queimar os livros, claro. Mas um convite à escrita como forma de construção de pensamento e de aprendizado.
À primeira vista, a frase me bateu mal – dado meu espírito de leitor voraz. Mas depois, ativei a interpretação de texto e entendi que ele tem razão. Boa parte dos meus aprendizados também vem do escrever.
Como ato terapêutico – como esse, em que eu escrevo aqui enquanto elaboro a mim mesmo. Como ato de consolidação, porque ao escrever eu registro aquilo que eu já aprendi. E como ato de convite, já que a escrita, quando lida por outros, é um convite ao debate de ideias.
Lancei meu primeiro livro em 2022. De lá pra cá vendo trabalhando no próximo romance – em vias de finalizar.
Mas meu convite a você – e a mim mesmo – é que a gente escreva um livro em 2026: não precisa ser publicado nem um livro na concepção pura do termo, com começo, meio e fim organizados.
Mas que a gente escreva um livro todos os dias. De página em página, ou de linha em linha se for só o que você consegue em determinados dias. Que a gente reative a prática da escrita como forma de cristalizar – ou questionar – nossas ideias. E crie no ano que começa um mundo mais inteligente.
Se você quer ver a entrevista do Ruy Alves no Market Makers, basta clicar aqui.
Feliz 2026 para nós!