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Em falência, Oi reporta prejuízo de R$ 36,4 bilhões em 2025

08 out 2026, 15:55
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(Imagem: REUTERS/Nacho Doce)

A Oi reportou prejuízo de R$ 36,4 bilhões em 2025, ante um resultado positivo de R$ 9,61 bilhões registrado em 2024, em meio às dificuldades que levaram ao processo de falência da companhia de telecomunicações.

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Após diversos adiamentos, a companhia divulgou na noite de quarta-feira (7) relatório de resultados, que mostrou receitas de R$ 2,59 bilhões ao longo do ano de 2025, uma queda de 18% na comparação anual, com efeitos da redução de operações e vendas de ativos.

Os números da companhia sofreram com as dívidas após a conclusão do processo de recuperação judicial e perdas na equivalência patrimonial.

No ano de 2025, o resultado financeiro consolidado ficou negativo em R$ 33,2 bilhões, enquanto em 2024 o resultado foi positivo em R$ 12,2 bilhões.

Em razão da falência da Oi, a B3 determinou o cancelamento da listagem da companhia, levando as ações OIBR3 e OIBR4 a deixarem de ser negociadas na bolsa.

Falência da Oi

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A Oi e suas subsidiárias tiveram falência confirmada pela Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, após julgamento realizado em 25 de agosto. A telecom, que já chegou a ser considerada a maior operadora da América Latina, enfrentou duas recuperações judiciais na última década, com a segunda iniciada em 2023.

Em meio às dificuldades, a empresa teve a falência decretada pela Justiça em novembro de 2025, por esvaziamento patrimonial e inviabilidade comercial. No entanto, essa decisão foi suspensa após bancos recorrerem.

À época, o Bradesco defendeu que a quebra da companhia de telecomunicações não seria a medida mais benéfica para atender os credores e destacou que a falência não protegia os envolvidos, dada a relevância dos serviços prestados pela Oi.

Já o Itaú colocou que a recuperação judicial deveria ser mantida, uma vez que a falência acarretaria prejuízos potencialmente mais graves aos credores e clientes.

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Com a suspensão decorrente dos recursos, a Oi pôde retornar ao processo de recuperação judicial, que visava preservar a continuidade e transição de serviços essenciais.

O julgamento da falência em segunda instância teve início no fim de junho; no entanto, foi interrompido por pedido de vista de um desembargador. Após o julgamento desta terça, houve decisão pela manutenção da falência.

A desembargadora Monica Maria Costa Di Piero, relatora do processo, votou para rejeitar os recursos apresentados pelo Itaú e Bradesco. Após o pedido do desembargador Augusto Alves Moreira Júnior de mais tempo para analisar o caso (pedido de vista), o julgamento foi retomado pela 1ª Câmara do TJ/RJ e os desembargadores decidiram rejeitar os recursos dos bancos.

Com isso, a decisão da primeira instância que havia decretado a falência da Oi foi mantida.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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