Carteira Recomendada

Em time que está ganhando não se mexe? RB seleciona as ações para enfrentar a volatilidade de março

05 mar 2026, 9:04 - atualizado em 05 mar 2026, 9:04
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

A RB Investimentos optou por manter inalterada sua carteira recomendada de ações para março, após um mês de valorização do portfólio acima do principal índice da bolsa brasileira. A estratégia da casa é preservar a composição atual diante de um cenário que mistura melhora das condições domésticas com novos riscos no ambiente externo.

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Em fevereiro, a carteira da RB registrou alta de 5,7%, superando o Ibovespa, que avançou 4,1% no mesmo período. No acumulado desde o início da estratégia, em 2021, o portfólio apresenta valorização de 53%, segundo dados da própria casa.

Para março, portanto, não houve alterações na carteira, mantendo as mesmas posições e pesos do mês anterior. Entre os principais ativos estão Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4), com participação de 7,5% cada, enquanto as demais ações aparecem com fatias de 5%, como Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), Embraer (EMBR3), Equatorial (EQTL3), PRIO (PRIO3), Sabesp (SBSP3) e Smart Fit (SMFT3).

Também seguem no portfólio nomes ligados ao consumo e serviços, como Pague Menos (PGMN3), Panvel (PNVL3) e Espaço Laser (ESPA3), além de empresas dos setores imobiliário e de infraestrutura, como Direcional (DIRR3), Plano&Plano (PLPL3) e Iguatemi (IGTI11). Localiza (RENT3), Caixa Seguridade (CXSE3), Suzano (SUZB3), Auren (AURE3) e Hypera (HYPE3) completam a carteira.

Segundo o estrategista Gustavo Cruz, da RB Investimentos, a decisão de manter o portfólio reflete um ambiente de mercado que ainda oferece oportunidades, mas exige cautela diante de possíveis mudanças no cenário global.

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No mercado doméstico, o fluxo de capital estrangeiro voltou a ganhar força, ajudando a sustentar a valorização da bolsa brasileira ao longo de fevereiro. A sinalização do Banco Central de que pode iniciar o ciclo de corte de juros já em março também contribuiu para a queda da curva de juros, movimento que tende a favorecer empresas mais endividadas ou sensíveis ao custo do crédito.

Outro ponto observado pelos investidores foi o início da temporada de resultados corporativos, que voltou a evidenciar o impacto do elevado custo financeiro sobre os balanços. Em muitos casos, as despesas com juros continuam pressionando os lucros das companhias.

Ao mesmo tempo, o cenário externo adiciona uma camada de incerteza. A escalada das tensões no Oriente Médio pode elevar a busca global por ativos mais seguros, como títulos de renda fixa, reduzindo temporariamente o apetite por ações de mercados emergentes.

De acordo com a RB, esse movimento poderia provocar realizações nas bolsas, inclusive no Brasil. Ainda assim, o peso elevado do setor de petróleo no Ibovespa pode distorcer a leitura do índice, já que empresas do segmento tendem a se beneficiar de preços mais altos da commodity.

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Apesar dessas incertezas, a casa destaca que a bolsa brasileira continua relativamente bem posicionada do ponto de vista de lucros. O múltiplo preço/lucro (P/L) do Ibovespa, cuja média histórica desde 2001 é de 10,9 vezes, passou boa parte do período entre 2021 e 2025 abaixo de 9 vezes, indicando um mercado descontado.

Em fevereiro, o indicador subiu para cerca de 13 vezes, reduzindo parte desse desconto. Ainda assim, a expectativa de crescimento dos lucros das empresas, combinada com a perspectiva de queda dos juros ao longo do ano, pode voltar a aliviar esse múltiplo e sustentar o mercado acionário.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.

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